Quase metade dos trabalhadores brasileiros (47%) pretende buscar um novo emprego nos próximos seis meses, segundo pesquisa da Robert Half, empresa global de soluções em talentos e consultoria de negócios. O levantamento, realizado com 1.000 profissionais, revela que o movimento já começou para parte deles: 16% afirmam estar em busca de uma nova oportunidade, enquanto 31% ainda planejam iniciar essa procura até o fim de 2026.
O que está motivando os trabalhadores a mudar de emprego
Após períodos de incerteza no mercado e cautela nas buscas por emprego, os profissionais estão cada vez mais empenhados em buscar novas oportunidades pelos seguintes fatores:
- Busco equilíbrio entre vida pessoal e profissional/carga de trabalho gerenciável — 43%
- Procuro melhores benefícios e vantagens — 42%
- Desejo mais opções de trabalho remoto — 35%
- Sinto que sou mal remunerado(a) — 33%
- Quero um cargo mais elevado, mas há poucas oportunidades de crescimento — 31%
- Preocupo-me com a estabilidade do meu emprego — 20%
- Me sinto esgotado(a) e pronto(a) para uma mudança — 18%
- Estou preocupado(a) com a estabilidade financeira da empresa — 15%
- Busco transição para um trabalho menos vulnerável a mudanças tecnológicas — 10%
- Estou insatisfeito(a) com meu/minha chefe — 8%
(Fonte: Pesquisa Robert Half 2026)
Para quem opta por permanecer no cargo atual, os principais motivos são: ter um plano de carreira claro e oportunidades de crescimento (47%), sentir-se bem remunerado (47%), considerar-se realizado (45%), ter um nível de flexibilidade que não está disposto a perder (45%) e ter cultivado relacionamentos positivos com colegas (28%).
“Os resultados mostram que os profissionais seguem avaliando oportunidades de carreira, mas com mais critério e seletividade”, explica Marcela Esteves, diretora da Robert Half. “A manutenção da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos sustenta esse movimento. Temos observado mais pessoas buscando, de forma intencional, oportunidades que representem um avanço significativo na carreira e que ofereçam flexibilidade e maior alinhamento com seus objetivos de longo prazo”, completa.
Sobre a pesquisa: o estudo foi desenvolvido pela Robert Half e conduzido por uma empresa independente de pesquisa, reunindo respostas de 1.000 profissionais no Brasil das áreas de Finanças e Contabilidade, Tecnologia e TI, Engenharia, Jurídico e Administrativo e Suporte ao Cliente.