setembro 2, 2026

74% das indústrias investiram em máquinas novas, mas apenas 5% tiveram foco em automação

A indústria brasileira está renovando seu parque produtivo, mas a incorporação de tecnologias mais avançadas ainda avança em ritmo mais lento. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 74% das empresas industriais investiram em máquinas e equipamentos novos em 2025. Entre as empresas que realizaram esses investimentos, 72% tinham como principal objetivo a mecanização da produção, enquanto 9% buscavam a robotização e apenas 5% direcionaram a aquisição para a automação da produção, com máquinas conectadas em rede e capazes de transmitir e processar dados autonomamente.

O cenário revela um desafio para as empresas, que precisam avançar na modernização do parque produtivo e incorporar tecnologias capazes de elevar produtividade e eficiência, sem perder de vista a disciplina na alocação de capital. A incerteza econômica foi apontada por 61% das empresas que adquiriram máquinas novas como o principal obstáculo aos investimentos, mostrando que mesmo as companhias que estão renovando seus ativos, o ambiente permanece marcado por maior cautela na tomada de decisões.

É nesse contexto que ganha força a discussão sobre novas formas de acessar e gerenciar equipamentos. O mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos movimentou R$ 49,4 bilhões em 2025 e deve alcançar R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7%, de acordo com o Rental Market Report 2025 Brasil, da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (ANALOC), em parceria com a KPMG.

Para a CHG-MERIDIAN, multinacional alemã especializada em leasing operacional e gestão do ciclo de vida de ativos, os dados refletem uma mudança na forma como as empresas avaliam seus investimentos em equipamentos. “A indústria continua investindo, mas precisa fazer isso com mais cautela e uma visão cada vez mais estratégica sobre o uso do capital. Nesse contexto, o leasing operacional pode facilitar o acesso a tecnologias mais avançadas sem concentrar todo o investimento na aquisição dos equipamentos, além de oferecer maior previsibilidade e flexibilidade para acompanhar a evolução tecnológica”, afirma Gabriela Monastero, vice-presidente de vendas da CHG-MERIDIAN no Brasil.

A lógica ganha relevância em ativos sujeitos a ciclos mais curtos de inovação, nos quais a necessidade de atualização pode surgir antes do fim da vida útil econômica do equipamento. Ao estruturar o acesso ao ativo por determinado período, o leasing operacional pode contribuir para maior previsibilidade dos custos, facilitar a atualização tecnológica e reduzir a exposição à obsolescência, de acordo com as condições de cada contrato.

Além de definir como adquirir um equipamento, a decisão passa a considerar como esse ativo será utilizado, gerenciado, atualizado e destinado ao final de seu ciclo de vida. Custo total, produtividade, disponibilidade, manutenção, atualização tecnológica e necessidade de capital entram na avaliação sobre comprar ou utilizar um equipamento.

“A tendência é que essa discussão ganhe cada vez mais espaço à medida que a indústria precise conciliar dois movimentos simultâneos: a necessidade de modernizar seus ativos para acompanhar a evolução tecnológica e a pressão por maior eficiência na utilização do capital. Nesse cenário, soluções que oferecem uma alternativa à aquisição direta dos equipamentos passam a integrar de forma mais estratégica a gestão dos ativos”, conclui a executiva.

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