Cofundador da empresa de inteligência aplicada aponta que 2026 marca uma virada de maturidade no mercado: a IA sai do ciclo de experimentação e passa a ser cobrada por resultado no balanço
Um relatório do MIT publicado em 2025 revelou que 95% das empresas ainda não conseguem obter retorno financeiro consistente com seus projetos de inteligência artificial.
“A discussão sobre IA evolui da adoção para a clareza de benefício. A pergunta deixa de ser ‘como implementar IA?’ e passa a ser ‘para qual propósito, com qual impacto, com qual custo e com qual retorno?'”, afirma Dalmer. Para ele, essa transição representa maturidade, não crise.
Da ferramenta ao processo
Nos últimos anos, o mercado viveu um ciclo acelerado de experimentação. Agentes evoluíram, aplicações generativas se tornaram acessíveis e praticamente todos os setores lançaram iniciativas com IA. O problema, segundo Dalmer, é que a maioria dessas iniciativas nasceu desconectada da operação real das empresas.
“Inteligência isolada não gera vantagem competitiva sustentável. Muitas organizações já têm grandes volumes de dados, modelos desenvolvidos e iniciativas de IA em andamento, mas enfrentam dificuldades na integração de sistemas, na operacionalização da inteligência e, principalmente, na implantação efetiva em produção”, analisa o executivo.
O resultado são retrabalhos, atrasos e baixo retorno sobre investimento — não por falha da tecnologia, mas pela ausência de uma jornada estruturada que conecte dado, modelo e decisão de forma contínua, automatizando um processo de negócio e sob supervisão de gestão humana.
A engrenagem que falta
A IA não é uma solução completa por si só, é parte de uma arquitetura maior que, para gerar impacto consistente, depende de dados organizados, governança estruturada, pipelines confiáveis e integração entre sistemas e processos. Sem essa base, os ganhos existem, mas não escalam. Os benefícios ficam parciais com um custo considerável, desestimulando a adoção.
A automação de um processo de negócio com IA depende do encadeamento de várias disciplinas e atividades técnicas: qualidade de dados, engenharia de dados, ciência de dados, integrações sistêmicas e, só então, a aplicação da inteligência artificial. O resultado esperado depende de todas essas etapas funcionando de forma integrada — a falha em qualquer uma delas pode comprometer o benefício do projeto inteiro.
“Em 2026, a maturidade deixa de ser medida pela quantidade de iniciativas lançadas e passa a ser avaliada pela capacidade de conectá-las à estratégia”, aponta Dalmer.
Essa leitura orienta o posicionamento da PowerOfData como ecossistema completo de inteligência aplicada — combinando tecnologia proprietária em dados e IA, execução especializada, formação de talentos e inteligência aplicada para acelerar a jornada das empresas: da estruturação dos dados à decisão em produção.
Impacto mensurável, não promessa
A abordagem já gerou resultados documentados em diferentes setores da economia brasileira. Em segurança pública, investigações que levavam até cinco dias passaram a acontecer em tempo real. No setor financeiro, uma instituição registrou crescimento de 300% no faturamento em crédito consignado em três meses. Em uma fintech, a inadimplência caiu 35% enquanto a emissão de cartões cresceu 50% no mesmo período. Na indústria de bebidas, a aplicação de IA reduziu 62% do trabalho manual na área de qualidade e segurança. No varejo de beleza, campanhas passaram a gerar R$ 4 milhões adicionais a cada 21 dias.
Para a empresa, esses números ilustram o que diferencia uma iniciativa de IA que impacta o balanço de uma que permanece como projeto: a integração entre tecnologia, execução e inteligência operando de ponta a ponta.
O próximo ciclo
Dalmer resume o momento em uma frase: “Menos sobre novidade. Mais sobre consistência. Menos sobre promessa. Mais sobre resultado.”
Para a PowerOfData, 2026 é o ano em que essa transição se consolida no mercado — e em que a empresa, após sete anos construindo tecnologia proprietária ao lado de clientes em setores como financeiro, energia, telecom, segurança pública e indústria, entra em uma fase de escala com a proposta de ser a parceira que leva a jornada completa de dados até o resultado.
Sobre a PowerOfData
Cada empresa que a PowerOfData torna mais inteligente carrega sua tecnologia para dentro da vida de milhares de pessoas, presente no crédito mais democrático, na fraude evitada, na venda que encontrou a pessoa certa e no crime resolvido com dados. São mais de 100 milhões de brasileiros já impactados dessa forma. A grande missão da empresa é fazer com que todos os brasileiros sejam impactados positivamente pela inteligência da PowerOfData até 2030.