agosto 11, 2026

Além do chatbot: empresa brasileira patenteia IA capaz de criar memória de longo prazo e relações mais personalizadas

Marcos Alves, fundador e CEO da Hal-AI

Tecnologia desenvolvida pela Hal-AI registra o histórico das interações e promete transformar a forma como empresas se relacionam com clientes

A evolução da inteligência artificial no ambiente corporativo começa a ultrapassar a lógica dos chatbots tradicionais. A Hal-AI, laboratório brasileiro de tecnologia com atuação global, acaba de anunciar uma plataforma capaz de manter memória adaptativa de longo prazo, permitindo que a IA registre informações ao longo de toda a jornada do usuário e personalize cada nova interação com base nesse histórico.

A tecnologia, patenteada nos Estados Unidos, está no centro do sistema Human 360, integrado à plataforma Omega Agentic. A arquitetura do sistema e a tese tecnológica que sustentam a solução foram desenvolvidas sob a liderança técnica de Marcos Alves, CEO e fundador da Hal-AI, que atuou como arquiteto do projeto. Na prática, a plataforma reúne informações trocadas em diferentes canais de comunicação, como telefone, WhatsApp, mensagens de voz e imagens, para construir uma base contínua de conhecimento sobre cada consumidor.

A proposta é tornar a experiência mais fluida e reduzir uma das principais queixas dos usuários: a necessidade de repetir informações sempre que entram em contato com uma empresa.

Memória que acompanha toda a jornada do consumidor

De acordo com Marcos Alves, o diferencial está na capacidade de a inteligência artificial preservar o contexto da relação ao longo do tempo, algo ainda pouco comum nas soluções disponíveis atualmente.

“A maior parte das plataformas existentes consegue responder perguntas. Nós trabalhamos para que a tecnologia seja capaz de lembrar, compreender o histórico daquela pessoa e evoluir junto com ela. Isso cria uma experiência muito mais próxima e natural”, afirma.

O sistema já é utilizado em operações de atendimento de grande volume, especialmente na área da saúde, onde acompanha milhares de interações diárias. Para Alves, a combinação entre memória e capacidade analítica permite oferecer respostas mais adequadas às necessidades de cada usuário.

“Quando a tecnologia entende quem está do outro lado, ela deixa de tratar todos da mesma forma. O atendimento passa a ser contextualizado, respeitando o histórico e as particularidades de cada pessoa”, diz.

Deep tech brasileira aposta em tecnologia própria

Fundada com foco em inteligência artificial avançada, a Hal-AI se define como uma deep tech por desenvolver tecnologia própria e controlar integralmente o processo de criação de suas soluções. A plataforma combina sistemas desenvolvidos internamente com modelos de grandes empresas globais do setor para ampliar a capacidade dos agentes autônomos.

Esse trabalho resultou no registro de patentes nos Estados Unidos e na consolidação de uma estratégia voltada à criação de propriedade intelectual brasileira em um mercado dominado por gigantes internacionais.

“O Brasil tem profissionais altamente qualificados e capacidade para desenvolver inovação de ponta. Nosso objetivo sempre foi criar tecnologia própria e competir em um cenário global”, afirma Alves.

Um novo capítulo no relacionamento entre empresas e consumidores

Com mais de quatro décadas de atuação em tecnologia, Marcos Alves acompanha a evolução da inteligência artificial desde os primeiros estudos da área. Nos anos 2000, liderou a engenharia dos sistemas CTI que suportam uma base de 150 milhões de usuários da Embratel, unificando operações para mais de quatro mil funcionários em uma das maiores estruturas de atendimento do país.

Agora, ele vê nos agentes autônomos uma nova transformação do relacionamento entre empresas e consumidores.

“Estamos entrando em uma fase em que a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar parte da experiência de relacionamento. É uma mudança que deve impactar praticamente todos os setores da economia”, conclui.

Sobre Marcos Alves

Marcos Alves é fundador e CEO da Hal-AI, empresa brasileira de inteligência artificial que desenvolve sistemas agênticos com memória de longo prazo adaptativa. Alves é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É Senior Member do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e vencedor do prêmio máximo do IEEE Entrepreneurship Region 9, sendo reconhecido internacionalmente por sua excelência técnica e liderança no ecossistema de Inteligência Artificial.

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