agosto 27, 2026

Brasil registra mais de 6 mil empresas em recuperação judicial no 1º semestre

Rafael Mendes, CRO da LEME Inteligência Forense

Ferramentas de inteligência corporativa ajudam empresas a identificar sinais de deterioração financeira meses antes de um pedido de recuperação judicial, e assunto ganha espaço na Fenalaw 2026.

Mais de 6,3 mil empresas brasileiras estavam em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc. Para bancos, credores, escritórios de advocacia e grandes empresas, esse número é um alerta de que identificar riscos apenas quando o processo chega à Justiça pode significar agir tarde demais.

Segundo Rafael Mendes, CRO da LEME Inteligência Forense, esperar o pedido de recuperação judicial para agir significa ignorar uma série de sinais que surgem muito antes de a crise se tornar pública. “Alterações na estrutura societária, aumento de ações judiciais, mudanças patrimoniais e relações entre empresas podem indicar esse cenário muito antes de o processo chegar ao Judiciário. A informação, por si só, não reduz riscos. O que faz diferença é transformar milhares de registros dispersos em inteligência para orientar decisões e identificar padrões que dificilmente seriam percebidos em análises isoladas”, afirma.

Esse novo comportamento do mercado tem ampliado o uso de ferramentas capazes de reunir informações societárias, patrimoniais, processuais e financeiras para revelar sinais de deterioração. “Nenhuma base de dados, sozinha, conta a história completa de uma empresa. O valor da tecnologia está justamente em conectar informações que parecem isoladas e revelar relações que ajudam a entender riscos, oportunidades e o contexto de cada operação”, diz Mendes.

Na LEME Inteligência Forense, essa mudança de comportamento já aparece nos números de utilização de sua plataforma. Desde janeiro, o Mapa de Relacionamentos da empresa ultrapassou 436 mil consultas voltadas à análise de vínculos entre pessoas, empresas e grupos econômicos, realizadas por uma base de mais de 6 mil usuários ativos, distribuídos em 24 estados brasileiros.

A mesma inteligência que ajuda a antecipar riscos também pode fazer diferença quando o problema já chegou à Justiça. Foi esse tipo de abordagem que permitiu a um escritório parceiro da LEME recuperar uma dívida de R$ 702,8 mil apenas 30 dias após o ajuizamento da execução — um caso que envolvia um débito de R$ 695 mil e representou 17,1% da meta anual da carteira do escritório.

“Casos como esse mostram que inteligência de dados não serve apenas para encontrar informações. Ela ajuda a revelar oportunidades que podem mudar completamente o desfecho de uma negociação ou de uma estratégia jurídica”, afirma Mendes.

A combinação entre prevenção e atuação depois do ajuizamento estará entre os destaques da Fenalaw 2026, principal encontro de inovação, gestão e tecnologia para o mercado jurídico da América Latina, que ocorre entre 27 e 29 de outubro no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A LEME apresentará seu ecossistema de inteligência corporativa, com destaque para o Sonar, plataforma que reúne informações societárias, patrimoniais, financeiras, cadastrais e processuais em um único ambiente.

Fonte: Engenharia de Comunicação (imprensa@engenhariadecomunicacao.com.br)

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