setembro 15, 2026

ENTREVISTA ESPECIAL — CONGRESSO AUTISMO EM EVIDÊNCIA

  1. O Congresso Autismo em Evidência propõe um diálogo nacional e internacional sobre o Transtorno do Espectro Autista. Na sua área de atuação, quais avanços científicos, profissionais ou sociais merecem maior destaque atualmente?
    Na minha opinião os avanços científicos em minha áreas de atuação, que é Educação Física, esta avançado na áreas escolar, porém necessita de mais investigações e pesquisas referente atuação no ensino latu-sensu e stricto-sensu.
  2. Como sua trajetória pessoal, acadêmica ou profissional se conectou ao tema do autismo e o que motivou sua participação no Congresso Autismo em Evidência?
    Hoje em dia, leciono aulas de Educação Física para o ensino médio integrado e superior na Universidade Aberta do Brasil e no Instituto Federal de Alagoas – Câmpus Maceió, no qual recebo vários alunos neurodivergentes e no qual fiz uma Pós-graduação no ano de 2025, voltado para Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, na qual me motiva para que eu possa participar no Congresso Autismo em Evidência, e expor minhas pesquisas, e vivências em sala de aula.
  3. Sua palestra abordará um tema relevante para a compreensão do TEA. Por que considera esse assunto importante e quais contribuições pretende apresentar ao público do congresso?
    O tema de minha palestra é Compreendendo as Principais Características de Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação, extremamente relevante uma vez que pessoas com TEA tem altas habilidades ou superdotação ou pode vir ter as duas características, no qual pretendo apresentar ao público do Congresso a importância dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S) que por sua vez em seu documento orientador para a sua implantação, o Núcleo deve ser composto: (a) unidade de atendimento ao professor (formação continuada, pesquisa e planejamento de ações; suporte a profissionais da educação); (b) unidade de atendimento ao aluno (apoiar os alunos com altas habilidades/superdotação, a partir de espaços para desenvolvimento de atividades de interesse e parcerias com instituições); (c) unidade de apoio à família (orientação e suporte psicológico e emocional) (Brasil, 2006).
  4. A inclusão é um dos eixos centrais do evento. Na prática, quais são atualmente os principais obstáculos para que pessoas autistas tenham participação plena na saúde, na educação, no trabalho e na sociedade?
    Na minha opnião os principais obstáculos são: falta de formação continuada para professores(as), falta de políticas públicas nas esferas municipal, estadual e federal, e principalmente a falta de informação e conhecido da população em geral.
  5. A programação reúne profissionais de diferentes áreas. Como a atuação interdisciplinar pode contribuir para uma compreensão mais ampla, ética e individualizada das pessoas autistas?
    A atuação interdisciplinar irá contribuir que uma formação acadêmica, contribua com a outra, de maneira positiva para que todos os profissionais possam discutir as particulares da pessoa com TEA, facilitando o processo de ensino e aprendizagem no contexto pedagógico.
  6. Considerando sua experiência, quais práticas, estratégias ou formas de acompanhamento podem favorecer o desenvolvimento, a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas autistas?
    Na minha opinião precisamos aprender a ouvir as pessoas com TEA, para que possamos elaborarmos práticas, estratégias de ensino e formas de acompanhamento de acordo com as suas necessidades específicas e por sua vez, melhora o bem estar, assim como a autoestima.
  7. O autismo também repercute na vida familiar e na rede de apoio. Que orientações considera essenciais para familiares, cuidadores e profissionais que acompanham pessoas autistas?
    Minha orientação para os familiares, cuidadores e profissionais de saúde, é que ouçam o que a pessoa com TEA tem a dizer que é de fundamental importância cooperarem em atividades, estimular a motivação e mostrar que eles são capazes de superar quaisquer adversidades da vida.
  8. Como congressos científicos e iniciativas educativas podem ajudar a combater preconceitos, informações incorretas, estigmas e visões limitadas sobre o autismo?
    Quanto mais informações nós como educadores, passarmos para a população seja por Congressos Científicos ou qualquer outro meio, com certeza a população agregará mais conhecimento e por sua vez o preconceito será combatido, por meio do conhecimento.
  9. Em relação aos direitos e às políticas públicas, quais avanços ainda são necessários no Brasil e no cenário internacional para assegurar inclusão, acessibilidade, cuidado e respeito às pessoas autistas?
    Como disse acima precisamos de políticas públicas, viês o munícipio, estado e estado federativo, para que se possa assegurar mais inclusão, mais acessibilidade e e respeito às pessoas autistas, não adianta existir a lei Lei 13.146/2015. De acordo com o artigo 27. Que diz que a educação constitui direito da pessoa, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem, se não houver políticas públicas.
  10. Existe alguma experiência pessoal ou profissional relacionada ao autismo que tenha transformado sua forma de compreender o tema ou de exercer sua profissão? Caso se sinta confortável, poderia compartilhá-la?
    Tenho lecionado aulas de Educação Física, para vários alunos autistas, e posso dizer pela minha pouca experiência, o que tem me ajudado e muito é ouvi-los e interagir de acordo com as suas capacidades cognitivas, motoras e sociais, que faz uma grande diferença para as pessoas que tem o TEA e se sentem mais valorizados e principalmente incluídos.
  11. O que o público pode esperar da sua participação e da palestra que apresentará no Congresso Autismo em Evidência?
    O público pode esperar uma palestra com várias informações que é necessário em saber e compreender as Principais Características de Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação.
  12. Para finalizar, qual mensagem gostaria de deixar aos participantes do congresso, às pessoas autistas, às famílias, aos profissionais e à sociedade?
    “Reconhecer altas habilidades é enxergar além do desempenho. É reconhecer potencial, compreender necessidades e criar possibilidades para que o talento se transforme em desenvolvimento, propósito e contribuição para a sociedade.”

Dr. Cassio Hartmann
Compreendendo as Principais Características de Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação
Dr. Cassio Hartmann é Doctor of Philosophy in Health Sciences (Ph.D.) com major em Educação Física e Doctor of Philosophy in Public Health (Ph.D.). Possui registro profissional CREF 000825-G/AL. É membro do Observatório Internacional de Neurociências e Desenvolvimento Humano da Logos University International – UNILOGOS® e Professor Titular do Ensino Básico Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Alagoas – Campus Maceió. Atua na interface entre educação física, saúde pública, neurociências e desenvolvimento humano.

Congresso On-line Internacional Autismo em Evidência
📅
⏰ 7, 8 e 9 de outubro: a partir das 20h
⏰ 10 de outubro: a partir das 9h
🌎 Evento internacional 100% on-line
🕒 Horário de Brasília
🎓 Certificado de participação

Site oficial:
https://congressoautismoemevidencia.lovable.app/

Inscrições:
https://www.even3.com.br/congressoonlineautismoemevidencia-772281/

Instagram:
@congressoautismoemevidencia

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