outubro 7, 2026

Empresas amadurecem o uso de IA: base de usuários quase triplica em 2026 e o consumo se distribui ao longo do expediente

Gráfico do levantamento da Luria sobre uso de IA nas empresas

A inteligência artificial deixou de ser consultada em dois ou três momentos do dia e passou a acompanhar o expediente inteiro nas empresas brasileiras. É o que mostra levantamento da Luria, plataforma que transforma a inteligência gerada nas interações com IA em patrimônio permanente da empresa, feito a partir do uso agregado e anonimizado da plataforma por companhias clientes de setores como energia, farma, serviços financeiros e varejo, entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Dois sinais sustentam a leitura.

A adoção de inteligência artificial no país já é fato estatístico: metade das grandes empresas brasileiras usava a tecnologia em 2025, segundo a TIC Empresas 2025, do Cetic.br. O que as pesquisas de adoção não mostram é o que acontece depois da contratação. No mundo, quase nove em cada dez organizações dizem usar IA em alguma função, mas só 44% escalaram para a empresa inteira e apenas 6% aparecem como alto desempenho, segundo o State of AI 2026 da McKinsey. No Brasil, somente 23% conseguiram levar adiante 40% ou mais dos pilotos que iniciaram, aponta a Deloitte. O levantamento da Luria olha justamente esse intervalo, medindo comportamento de uso em vez de intenção declarada.

Escala

Entre janeiro e agosto de 2026, o volume mensal de consultas à plataforma cresceu 240% e a base de pessoas usando IA no trabalho cresceu 183%, ou seja, quase triplicou em sete meses. O avanço não foi linear: houve um platô em abril e dois saltos concentrados de expansão, em maio e em agosto.

O ritmo do dia

O uso se concentra em dois picos, o fim da manhã, às 11h, e o meio da tarde, às 15h, com cerca de 11% das consultas do dia em cada um deles. O bloco vespertino, das 14h às 18h, reúne 41% do total, enquanto a manhã, das 9h às 12h, responde por 29%. O almoço segue sendo pausa: o volume cai pela metade entre 11h e 13h e só retoma o ritmo por volta das 14h30. Terça e quinta são os dias mais intensos da semana; sexta, o mais fraco entre os úteis.

O que mudou de um ano para o outro foi a altura desses picos. Em 2025, as 11h e as 15h concentravam 13,1% e 13,5% dos usos do dia; em 2026, caíram para 11,6% e 11,3%, enquanto as primeiras horas da manhã ganharam volume. A curva achatou e começou mais cedo, o que indica uma ferramenta que deixou de ser acionada em momentos específicos e passou a acompanhar a jornada inteira. Na prática, metade das pessoas faz três ou mais consultas a cada dia em que usa a plataforma. O desenho coincide com o do trabalho corporativo medido em outras bases: o estudo da Microsoft sobre a jornada de trabalho aponta as 11h como a hora mais sobrecarregada do dia, e terça e sexta como o pico e o vale da semana, o mesmo padrão que aparece no uso da plataforma.

Para Allan Miranda, CEO da Luria, o dado relevante não é o quanto as empresas usam inteligência artificial, mas o que sobra depois do uso.

“A pergunta que separa as empresas hoje não é qual modelo de IA elas escolheram, porque isso muda a cada seis meses. É o que fica na companhia quando o modelo troca ou quando a pessoa que faz as melhores análises muda de área ou até mesmo de empresa. Quem trata cada interação como conversa descartável recomeça do zero a cada ciclo. Quem trata como registro constrói uma inteligência que é da própria empresa; e essa é a única parte do processo que ninguém compra pronta“, afirma.

O levantamento funciona também como espelho: o padrão de uso revela em que estágio de maturidade uma organização está e, mais do que isso, se a inteligência gerada nesse uso está sendo acumulada ou perdida. Empresas que queiram fazer essa leitura no próprio contexto podem responder ao assessment gratuito em www.luria.ai/blueprint.

Metodologia: levantamento sobre o uso agregado e anonimizado da plataforma por empresas clientes no Brasil, de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, no horário de Brasília. Considera o uso dos clientes ativos da plataforma, consolidando as duas versões do produto, com usuários deduplicados e exclusão dos ambientes internos e das contas corporativas da própria empresa. Nenhuma informação individual de empresa ou de usuário foi utilizada. O estudo descreve o comportamento de uso dentro de uma plataforma e não constitui pesquisa de mercado sobre adoção de inteligência artificial no Brasil. Fonte: Luria.

Sobre a Luria

A Luria é a plataforma que transforma a inteligência gerada nas interações com IA em patrimônio permanente da empresa, capturando, estruturando, governando e operacionalizando esse conhecimento para que ele vire decisão e ação. Fundada em 2019 no Rio de Janeiro como PX Data, a companhia reúne mais de 30 especialistas e atende clientes nos segmentos de Energia, Farma, Serviços Financeiros e Varejo. É habilitada no Google Cloud Marketplace, reconhecida como Top 2 em IA no ranking 100 Open Startups (2024 e 2025) e listada no 100 Startups to Watch. Saiba mais em www.luria.ai.

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