setembro 5, 2026

Aplicativo próprio ganha protagonismo na estratégia de vendas, fidelização e relacionamento

Rafael Franco, CEO da Alphacode

Empresas transformam plataformas próprias em ecossistemas de vendas, pagamentos, fidelização, dados e serviços financeiros para ampliar receita e reduzir dependência de intermediários

Os aplicativos deixaram de ser apenas um canal de venda e passaram a ocupar uma posição estratégica na relação entre empresas e consumidores. Segundo o State of Mobile 2026, da Sensor Tower, os consumidores gastaram US$ 167 bilhões em compras dentro de aplicativos em 2025, alta de 10,6% em relação ao ano anterior.

Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa especializada no desenvolvimento de experiências digitais para negócios de alimentação, saúde e fintechs, afirma que o aplicativo passou a ser um ativo estratégico para empresas que buscam relacionamento direto com o consumidor. “O aplicativo próprio deixou de ser apenas uma ferramenta de conveniência. Hoje ele concentra diferentes pontos de contato com o cliente, desde a compra até a fidelização, passando por dados, comunicação e novas oportunidades de receita”, afirma.

No varejo e no setor de alimentação, esse movimento ganhou força com empresas que passaram a investir em aplicativos próprios para reduzir a dependência de marketplaces e construir uma base de clientes mais próxima.

Dados e fidelização viram motores de crescimento

A nova economia dos aplicativos é baseada na capacidade de transformar dados em decisões comerciais. Com o avanço da inteligência artificial, esses dados podem ser analisados para criar experiências personalizadas, sugerir produtos, ajustar ofertas e prever comportamentos.

McDonald’s mostra o peso da estratégia digital

Em agosto de 2026, a Reuters informou que a rede enfrentou dificuldades nos Estados Unidos após uma redução de ofertas digitais e problemas na execução de promoções, impactando a frequência de clientes. Para Franco, o caso mostra que o aplicativo precisa estar integrado à estratégia de relacionamento e não funcionar apenas como um canal de desconto.

Esse modelo também se conecta ao avanço dos pagamentos digitais: segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o Pix, que movimentou mais de R$ 3 trilhões apenas em maio de 2026.

“O futuro dos aplicativos não está apenas em vender produtos ou serviços. Está em criar ecossistemas digitais capazes de acompanhar toda a jornada do consumidor e gerar valor em diferentes momentos da relação com a marca”, conclui o CEO da Alphacode.

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