outubro 23, 2026

Aprendiz e estagiário precisam ter Linkedin?

Jovem em entrevista de estágio

Especialista desmistifica o uso da rede profissional para quem ainda tem pouca ou nenhuma experiência e dá dicas práticas para criar um perfil atrativo

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de perfis no LinkedIn, consolidando-se como o terceiro maior mercado da rede no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Mais revelador que o número total, porém, é quem está puxando esse crescimento: a Geração Z já tem uma presença proporcionalmente maior na plataforma do que na população em geral, um sinal de que o LinkedIn deixou de ser território de profissionais seniores para virar ferramenta de início de carreira.

Mesmo assim, para quem está no começo, buscando vagas ou já atuando como Jovem Aprendiz ou estagiário, e ainda não acumula grandes conquistas no currículo, a dúvida persiste: vale a pena criar um perfil sem ter experiência profissional sólida?

A resposta, segundo Jéssica Gondim, gerente de gestão de contratos da Companhia de Estágios, é um sim categórico, e a mudança de comportamento já é visível na prática. “Há cinco ou seis anos ainda existia a ideia de que estagiário não precisava estar no LinkedIn, que era coisa para cargos mais altos. Isso foi se quebrando aos poucos. Hoje vemos aprendizes super engajados na plataforma, postando os projetos que fazem, as aulas, a rotina. Eles entenderam o quanto a visibilidade profissional desde o início pode fazer diferença”, afirma.

O que o recrutador realmente busca em quem não tem experiência

A resposta, segundo a especialista, está justamente em mostrar as experiências e os aprendizados que já fazem parte da trajetória do jovem, mesmo que eles ainda não tenham acontecido dentro de uma empresa. “O LinkedIn funciona como uma vitrine do seu movimento profissional e acadêmico. Você não precisa ter uma carreira longa para ter um perfil atrativo”, explica Jéssica.

Atividades extracurriculares contam pontos: projetos da faculdade, participação em atléticas, voluntariado, organização de eventos, até um pequeno negócio próprio. “São vivências que proporcionam o desenvolvimento de comportamentos e habilidades que vão contribuir para a entrada no mercado de trabalho”, diz.

Cinco dicas para construir um perfil de início de carreira

  1. Construa sua narrativa com o que você já tem. Cursos complementares, participação em empresa júnior, trabalhos e apresentações acadêmicas ajudam a construir a narrativa profissional de quem ainda está no início da carreira.

  2. Mantenha os dados atualizados e alinhados. Divergência entre currículo e LinkedIn levanta bandeira vermelha para recrutadores.

  3. Evite o “perfil fantasma”. Nome incompleto, sem foto e sem formação passam uma impressão negativa.

  4. Engajar é mais importante do que postar. Curtir, comentar e acompanhar conteúdos da área já gera visibilidade para recrutadores.

  5. Use a rede para pesquisar o mercado e fazer networking consciente. Seguir empresas-alvo ajuda a identificar padrões de contratação e requisitos recorrentes.

“É mais uma informação para o recrutador conhecer o candidato. É uma iniciativa que deixa claro que a pessoa está se movimentando, buscando informações, novas conexões e tentando se destacar no mercado de trabalho”, diz Jéssica.

Sobre a Companhia de Estágios

A Companhia de Estágios é a consultoria mais bem avaliada do segmento, com soluções em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes. Tem mais de 2,5 milhões de candidatos cadastrados em sua base e já atendeu mais de 1.000 clientes no Brasil e América Latina, entre eles Boeing, Volvo, Pirelli, Nissan e Bunge.

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