agosto 28, 2026

BANI não explica mais o mundo: criador do conceito PACE propõe uma nova leitura sobre os desafios da inteligência artificial nas empresas

Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT

Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT e integrante do Conselho de Administração da IMA (Informática de Municípios Associados), defende que o principal obstáculo para a adoção da IA não está na tecnologia, mas na forma como as organizações aprendem, lideram e conduzem a transformação.

Durante os últimos anos, o conceito BANI foi amplamente utilizado por empresas para explicar um mundo marcado pela fragilidade, ansiedade, não linearidade e incompreensibilidade. Agora, o brasileiro Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT, defende que esse modelo já não descreve adequadamente a realidade criada pela inteligência artificial e propõe um novo framework: o PACE, formado pelas dimensões Programável, Acelerado, Cognitivo e Emergente.

Segundo Tristão, o modelo BANI continua importante para compreender o contexto de incerteza dos últimos anos, mas já não explica plenamente um ambiente em que a inteligência artificial passou a programar tarefas, acelerar ciclos de inovação, ampliar capacidades cognitivas e gerar mudanças emergentes em ritmo constante.

No conceito proposto, Programável representa a democratização da criação de soluções digitais; Acelerado descreve a velocidade inédita com que tecnologias e modelos de negócio evoluem; Cognitivo evidencia que o principal desafio deixou de ser tecnológico e passou a ser humano; e Emergente traduz um ambiente em que novas possibilidades surgem constantemente da interação entre pessoas, processos e inteligência artificial.

“A maioria das empresas começa pela ferramenta. Nós defendemos o caminho inverso: começar pelo problema de negócio. Inteligência artificial não pode ser tratada como um software que precisa ser implantado, mas como uma iniciativa estratégica com objetivos claros, indicadores e critérios para medir impacto. Sem isso, qualquer discussão sobre ROI fica comprometida”, afirma Tristão.

Um levantamento recente da McKinsey, realizado com quase 1.500 organizações globais, mostra que 88% das empresas já utilizam inteligência artificial em alguma função — percentual que subiu em relação aos 78% do ano anterior. No Brasil, 72% das empresas ainda permanecem nos estágios iniciais ou experimentais de adoção da tecnologia.

Em uma iniciativa realizada pela Aviva — plataforma de viagens e entretenimento que detém os resorts Costa do Sauípe (BA) e Rio Quente Resorts (GO) — em parceria com a Performa_IT, uma jornada de capacitação em inteligência artificial envolveu mais de 550 colaboradores. Na Tesouraria, um dos projetos utiliza IA integrada ao Excel para apoiar análises financeiras e identificou uma oportunidade de otimização com impacto estimado em R$ 1,7 milhão por ano.

Para Tristão, os principais obstáculos à adoção da inteligência artificial já não são tecnológicos, mas culturais: resistência, receio de substituição e ausência de protagonismo das lideranças. “A inteligência artificial não é uma revolução tecnológica. É uma revolução cognitiva. Enquanto a gente não entender que a IA não se resume à tecnologia, que não é somente uma agenda da área de TI das empresas, não vamos avançar. Inteligência artificial é a agenda da liderança”, afirma.

Sobre a Performa_IT

A Performa_IT é uma empresa de tecnologia e inovação que atua como parceira estratégica na construção do futuro dos negócios, com presença no Brasil e atuação internacional a partir de Lisboa. Entre seus clientes estão HP/Hewlett Packard Enterprise, Farmácias Pague Menos, BIC e ZEISS Group.

Fonte: Agência ERA® (mariana@agenciaera.com.br)

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