agosto 28, 2026

Cesta básica recua na maioria das capitais em julho; São Paulo segue líder nacional

Preços médios da cesta básica em julho de 2026, por capital

Manaus é a única capital a registrar alta mensal entre as capitais analisadas (+1,16%); São Paulo mantém a cesta básica mais cara do país, mesmo com recuo mensal (-1,58%).

Os preços da cesta básica recuaram na maioria das capitais em julho, segundo a Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE: sete das oito capitais registraram queda em relação a junho, enquanto Manaus foi a única exceção, com alta de 1,16%. Fortaleza liderou as quedas mensais (-3,67%, de R$ 960,40 para R$ 925,13), revertendo o movimento observado em junho. Curitiba e Belo Horizonte também recuaram de forma expressiva (ambas -2,44%), enquanto Brasília teve queda de 2,78%, para R$ 859,36. São Paulo (-1,58%) e Salvador (-0,76%) tiveram recuos mais moderados, e o Rio de Janeiro ficou praticamente estável (-0,13%).

São Paulo voltou a registrar um custo inferior à marca de R$ 1.000,00 (R$ 994,55), mas manteve a liderança no ranking das cestas básicas mais caras entre as capitais analisadas. Manaus, por sua vez, foi a única capital a registrar aumento no preço médio da cesta básica em julho, elevando o custo de R$ 864,51 para R$ 874,55.

Na variação acumulada dos últimos seis meses (fevereiro a julho), Fortaleza apresentou a maior alta entre as capitais analisadas (+8,71%), enquanto Curitiba foi a única capital com variação acumulada negativa no período (-1,31%).

“Julho trouxe um movimento de acomodação generalizado, com sete das oito capitais registrando queda e Manaus como única exceção (+1,16%). São Paulo segue como a cesta mais cara do país, mas o recuo do mês reduz um pouco a distância acumulada em relação às demais capitais. No acumulado do semestre, Fortaleza segue na liderança das altas (+8,71%), enquanto Curitiba segue como a única capital com variação acumulada negativa (-1,31%)”, explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid.

Suíno, feijão, leite UHT e pão foram os principais vetores de pressão sobre os preços em julho — em Manaus, o feijão registrou alta de 25%, a maior variação observada entre todos os itens e capitais do levantamento. Já frutas, legumes e ovos foram os principais responsáveis pelo alívio dos preços, com destaque para as quedas em Belo Horizonte e Brasília.

“Quando fatores climáticos e oscilações na oferta pressionam categorias como feijão e proteínas, a resposta do varejo não pode ser apenas reagir ao aumento dos preços. É fundamental investir em abastecimento inteligente, utilizando dados para antecipar movimentos de demanda, ajustar o planejamento de reposição e priorizar a disponibilidade dos itens mais sensíveis”, completa Alves.

Sobre a Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE

A Neogrid e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) monitoram a variação de preço de duas cestas de consumo típicas brasileiras pela análise da leitura mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais, nas oito maiores capitais brasileiras em população.

Fonte: RPMA Comunicação (neogrid@rpmacomunicacao.com.br)

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