outubro 1, 2026

Consórcio ganha espaço na estratégia de investidores

Carlos Fuzinelli, CEO da FVL Consórcios

Cartas de crédito apoiam a compra de ativos geradores de renda, a ampliação patrimonial e a estruturação de novos negócios.

As vendas de cotas imobiliárias cresceram 41,9% no primeiro semestre de 2026, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. O avanço acompanha uma leitura mais ampla da modalidade, que passou a ser considerada na aquisição de imóveis para locação, salas comerciais, terrenos, veículos de trabalho e equipamentos produtivos.

Para Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, corretora especializada em soluções para aquisição de bens e formação patrimonial, o consórcio pode ser incorporado a estratégias de médio e longo prazo. “A carta de crédito permite organizar uma compra que terá uma função dentro do patrimônio. O objetivo pode ser gerar aluguel, adquirir uma sede comercial, ampliar a capacidade produtiva ou preparar a expansão de um negócio. Quando o bem e a finalidade estão definidos, a modalidade ganha um papel estratégico”, afirma.

O crescimento do setor reforça essa ampliação de uso. O Sistema de Consórcios encerrou junho com o recorde de 13,36 milhões de participantes ativos, alta de 12,6% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com a ABAC.

A entidade não separa as contratações de acordo com a finalidade dada ao crédito, mas a expansão do segmento imobiliário ajuda a dimensionar o interesse por aquisições de maior valor. Na avaliação do executivo, a mudança está na forma como o consumidor relaciona a carta aos próprios objetivos financeiros.

Da carta de crédito à geração de renda

O uso patrimonial começa pela escolha do bem. Um imóvel destinado à locação pode criar uma fonte recorrente de receita, enquanto uma sala comercial pode reduzir despesas de ocupação ou ser incorporada aos ativos de uma empresa. Terrenos também podem atender a projetos de construção ou valorização futura.

Para profissionais autônomos e empresários, a estratégia pode envolver veículos, máquinas e equipamentos relacionados à atividade econômica. Nesse caso, a aquisição contribui para aumentar a capacidade de atendimento, reduzir custos operacionais ou viabilizar uma nova frente de atuação.

“O consórcio para investir não se resume ao imóvel. Uma clínica pode planejar a compra de equipamentos, uma empresa pode adquirir veículos para ampliar a operação e um empreendedor pode usar a carta para estruturar uma nova unidade. O ponto central é transformar o crédito em um bem que tenha utilidade econômica”, explica o especialista em consórcios.

No setor imobiliário, a carta pode ser utilizada para adquirir residências, salas comerciais, terrenos e unidades destinadas à locação, desde que a operação cumpra as condições do contrato e as regras da administradora. Essa flexibilidade permite adequar a compra ao momento e aos objetivos do contemplado.

O valor está no bem adquirido

O consórcio é um instrumento de aquisição, e o eventual retorno vem da destinação dada ao crédito. A Lei 11.795 define a modalidade como a reunião de pessoas físicas ou jurídicas para adquirir bens ou serviços por meio de autofinanciamento.

Na prática, isso significa que a valorização ou a geração de receita dependerá do ativo escolhido. Localização, preço, demanda, custos de manutenção e potencial de uso influenciam o resultado de um imóvel. No caso de veículos e equipamentos, devem ser considerados a produtividade esperada, as despesas operacionais e a contribuição para o faturamento.

Segundo o CEO da FVL Consórcios, essa análise deve ser feita antes da contratação. O valor da carta precisa corresponder ao bem pretendido, enquanto o prazo e a parcela devem permanecer compatíveis com a capacidade financeira do comprador.

“Quem utiliza o consórcio para ampliar patrimônio precisa começar pelo objetivo, não apenas pelo valor mensal. A parcela precisa caber no orçamento, o lance deve preservar a reserva para imprevistos e o bem escolhido deve cumprir uma função clara dentro da estratégia financeira ou empresarial”, ressalta o executivo.

Planejamento começa antes da contemplação

A contemplação ocorre por sorteio ou lance, conforme as regras previstas no contrato. Por isso, o consórcio tende a se ajustar a aquisições que podem ser organizadas ao longo do tempo, permitindo ao participante se preparar financeiramente para usar o crédito.

Quem pretende oferecer um lance pode acumular recursos durante o plano e acompanhar o histórico do grupo para tomar uma decisão compatível com sua disponibilidade financeira. A espera também pode ser usada para pesquisar bens, comparar preços e analisar quais oportunidades atendem melhor ao objetivo traçado.

A avaliação precisa incluir a taxa de administração, o eventual fundo de reserva, as demais cobranças previstas no contrato e o critério de atualização da carta e das prestações. Esses elementos permitem comparar a modalidade com o financiamento e o pagamento à vista de acordo com o custo total e a urgência da compra.

A contratação segura também exige a verificação da administradora no Banco Central e a leitura das regras de lance, reajuste, garantias e utilização do crédito. Com essas informações, o consumidor consegue integrar a carta a um plano patrimonial sem comprometer a liquidez necessária para outras despesas.

Com atuação nacional na venda direta e por meio de franquias, a FVL Consórcios projeta alcançar 50 unidades e chegar a R$ 1 bilhão em vendas até o fim de 2026. Os números são metas da própria companhia e integram seu plano de expansão.

Sobre Carlos Fuzinelli

Carlos Fuzinelli é CEO e cofundador da FVL Consórcios e atua há mais de 15 anos no mercado de consórcios. À frente da companhia, lidera as frentes de crescimento, inovação comercial e expansão nacional, com destaque para o desenvolvimento do modelo de franquias, considerado estratégico para ampliar a presença regional da marca. Sob sua gestão, a FVL projeta alcançar 50 franquias em operação até o final de 2026.

Sobre a FVL Consórcios

Fundada em 2019 por executivos com ampla experiência no setor, a FVL Consórcios se consolidou como uma das principais corretoras de consórcios do Brasil, com atuação nacional tanto na venda direta ao consumidor quanto por meio de um modelo estruturado de franquias. A empresa se posiciona como uma consultoria financeira especializada, oferecendo soluções de planejamento para aquisição de bens, formação de patrimônio e investimentos de médio e longo prazo por meio de consórcios.

Fontes: Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Boletim do Sistema de Consórcios, 1º semestre de 2026); Lei 11.795; Banco Central do Brasil.

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