outubro 2, 2026

Dia do Empreendedor: de renda extra para pagar o casamento a negócio de 7 dígitos, a trajetória de Nathalia Garrote

Nathalia Garrote, empreendedora digital

Como a empreendedora transformou conhecimento em negócio digital e consolidou uma carreira de destaque no mercado de infoprodutos.

Criado inicialmente como alternativa para complementar o orçamento e ajudar a pagar o casamento, enquanto Nathalia Garrote trabalhava em uma multinacional do setor de transportes, o curso voltado à organização de agendas se transformou no principal negócio da empreendedora. O objetivo pontual acabou revelando um novo caminho profissional no mercado digital: um workshop presencial de R$ 30,00 focado em organizar a rotina de pessoas comuns que evoluiu de 13 alunas para 15 turmas de 10 pessoas em poucos meses e que provou que ela sabia vender conhecimento.

Em 2020, com o início do isolamento social, seus planos de oferecer um projeto presencial foram interrompidos e ela acabou criando o negócio “Tudo se organiza” no Instagram, que alcançou 1.000 seguidores em um mês e abriu espaço para uma crescente demanda por mentorias e infoprodutos, com incentivo do marido, Felipe Garrote, a voltar a ensinar.

Com a pandemia e a necessidade de adaptar a sua entrega de conteúdo 100% para o modelo digital, Nathalia estruturou uma mentoria online a partir do que já sabia. “Foi nesse momento que a palavra infoproduto apareceu na minha vida. Com 4 meses de negócio, eu já faturava cinco vezes mais do que o meu salário na multinacional. Esse resultado me deu segurança para fazer a transição de carreira e viver apenas da venda de produtos digitais”, explica.

De um faturamento de 10 mil reais por mês, ela foi evoluindo até passar dos 2 milhões de reais ao ano, com mais de 90% de margem de lucro. Desde 2022, Nathalia conta com o apoio da Eduzz, comunidade de soluções para empreendedores digitais, para fazer a gestão do seu negócio e impulsionar o seu lucro e faturamento.

“Essa relação foi muito além da tecnologia. Foi por meio deles que conheci um mentor que, depois, me indicou para palestrar no Seven Summit, principal evento da Eduzz. Aquele palco mudou muito a forma como o mercado passou a me enxergar e fortaleceu minha autoridade. Desde então, tive oportunidade de voltar outras vezes, e isso é algo que carrego com muito orgulho. Quando eu falo sobre a importância de estar em uma comunidade de empreendedores como a Eduzz, é disso que estou falando. Não é só sobre ter uma plataforma para vender. É ter pessoas que conhecem o seu negócio, acreditam no que você está construindo, respeitam a sua forma de pensar e abrem portas ao longo do caminho”, conta Nathalia.

São mais de 41 produtos digitais já lançados por ela, mais de 30 mil alunos em 47 países e um público majoritariamente feminino.

“Empreender sendo mulher é mais difícil, principalmente em áreas frequentemente dominadas por homens. Com o tempo, percebi que eu poderia gerar um impacto muito grande na vida de mulheres que querem seguir o mesmo caminho que o meu e não sabem por onde começar”, conta.

O carro-chefe do negócio de Nathalia hoje é um programa de acompanhamento de 12 meses voltado a dois públicos: infoprodutores, que querem transformar conhecimento em e-books, cursos e mentorias; e prestadores de serviço, como nutricionistas, advogados e terapeutas, que buscam vender consultorias e serviços próprios. “O mercado digital parou de falar com iniciantes e é um público que eu tenho focado também, mesmo que na contramão de empreendedores que focam apenas em high ticket. Então, quando o iniciante quer comprar, ele me procura”, explica ela.

Desde então, a empreendedora foi se conectando com nomes-chave do mercado, passou a participar de eventos e publicou seu primeiro livro, “A hora de chutar o balde”, se consolidando como autoridade no setor. “Me tornei empresária por tudo que vivi até aqui e por levar o mercado a sério. Hoje, não basta dizer, você tem que provar que o produto realmente entrega o que promete. Tenho vários alunos que mudaram a vida empreendendo e fazendo o que gostam porque entenderam que transformar o seu conhecimento em posicionamento é mais importante do que só transformar em produto”, conclui Nathalia.

Oportunidades e limites

Ao refletir sobre como começou nesse mercado, Nathalia destaca um erro que muitos infoprodutores cometem em busca de conexão com seus mentorados: não estabelecer limites entre o profissional e o pessoal. Na sua visão, um dos principais aprendizados dessa jornada foi perceber que, para oferecer um bom suporte e atendimento, você não precisa estar sempre disponível.

Ela também defende que ter conhecimento técnico não necessariamente significa ter um produto estruturado. “O posicionamento é o pilar mais importante de um negócio digital. Se você não consegue descrever seu negócio em uma linha, muito provavelmente ele é genérico. Ter clareza sobre o que e para quem se vende é um fator decisivo para a conversão”, finaliza.

Mais resultados...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors