agosto 31, 2025

Dia do Físico ressalta contribuições científicas e reforça necessidade de políticas públicas para valorização da ciência.

Comemorado em 19 de maio, data homenageia atuação de profissionais da física e chama atenção para desafios de financiamento, formação e gestão da pesquisa no Brasil.

O Dia do Físico, celebrado em 19 de maio, destaca a importância de uma das ciências fundamentais para o avanço tecnológico e o desenvolvimento de soluções em áreas estratégicas como saúde, energia, meio ambiente e comunicações. Profissionais da física estão por trás de inovações que vão da ressonância magnética ao funcionamento dos satélites, passando por tecnologias que hoje integram o cotidiano da sociedade.

No Brasil, a formação e atuação dos físicos ainda enfrentam obstáculos estruturais. A escassez de investimentos públicos em ciência e tecnologia compromete o desenvolvimento de pesquisas de ponta e a fixação de talentos no país. Muitos profissionais enfrentam instabilidade em suas carreiras, com bolsas de pesquisa defasadas, laboratórios desatualizados e dificuldades de inserção no setor produtivo.

Do ponto de vista da gestão pública, a valorização do físico exige políticas de longo prazo. Isso inclui o fortalecimento de instituições como o CNPq e a Capes, o estímulo à pesquisa aplicada em parceria com empresas, e a ampliação dos programas de iniciação científica nas escolas. A ausência de continuidade em programas estratégicos gera perdas de conhecimento e afeta diretamente a soberania nacional em áreas tecnológicas sensíveis.

É essencial que estados e municípios integrem a ciência aos seus planos de desenvolvimento. Centros de pesquisa regionais, incubadoras de tecnologia e laboratórios públicos precisam ser geridos com eficiência e foco em resultados sociais. O físico pode contribuir de forma decisiva em políticas de energia limpa, previsão climática, defesa civil e inovação industrial, desde que haja canais estruturados de atuação interdisciplinar.

O Dia do Físico também propõe um debate sobre a valorização social da carreira científica. É necessário aproximar a ciência da população, desmistificar o conhecimento técnico e criar mecanismos de comunicação que envolvam as escolas e a sociedade civil. Mais do que produzir artigos ou relatórios, o físico brasileiro quer e pode transformar a realidade — desde que tenha apoio, estrutura e reconhecimento institucional.

Em um mundo cada vez mais baseado em dados, tecnologias emergentes e decisões guiadas por evidências, a presença de físicos em cargos de gestão pública, assessorias técnicas e conselhos estratégicos é fundamental. Eles trazem uma visão analítica, sistêmica e orientada por métodos rigorosos, o que pode contribuir para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.

Celebrar o físico, portanto, é também investir em um futuro mais inteligente, seguro e soberano. Sem ciência, não há desenvolvimento; sem físicos, não há ciência aplicada de alto impacto. O compromisso com essa profissão deve estar no centro das decisões de gestão pública que almejam progresso real.

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