janeiro 21, 2026

Do “menino do fundão” à holding de 7 empresas: executivo cria rede de apoio a empreendedores

 Ele cresceu se sentindo ‘fora do lugar’. Hoje, ajuda empreendedores a encontrarem seu espaço nos negócios

Ele cresceu se sentindo ‘fora do lugar’. Criado em Barueri, na Grande São Paulo, a cidade por muito tempo carregou lembranças difíceis para Filipe Bento: a do bullying e das dificuldades que a família enfrentava. “Eu era o menino do fundão e sofria provocações diárias. Me sentia excluído e me calei por muito tempo”, lembra.

Mais de duas décadas depois, tornou-se CEO de um grupo multimilionário com sete empresas. Residente em Florianópolis hoje, volta àquela cidade constantemente para ajudar quem quer empreender a encontrar seu espaço nos negócios, como ele encontrou o dele: na vida e no mercado.

“A cidade onde eu me sentia invisível é agora o lugar onde quero construir novas histórias, de quem também sonha em mudar de vida”, diz.

Início

Desde cedo, ele entendeu que superar limites seria parte do caminho. “As dificuldades se tornaram combustível para buscar uma melhor condição de vida”.

Aí, a tecnologia entrou como uma aliada em todo esse processo. “Ganhei um livro de HTML do meu pai nos anos 90. Aquilo me abriu os olhos. Eu passava horas tentando fazer sites funcionarem. Então, aos 17 anos, consegui meu primeiro emprego em uma empresa de software na região da Berrini, em São Paulo”.

A partir daí, foi acumulando experiências em tecnologia e passou por diferentes empresas até chegar à Record TV, onde integrou o núcleo de teledramaturgia no Rio de Janeiro, liderando a implementação de sistemas e equipes técnicas.

“Foi um período intenso. Eu cuidava de sistemas de gestão de produção. Tive que montar equipes, implementar ferramentas, fazer a engrenagem rodar”, explica.

Empreendedorismo é romper o “sempre será assim”

Mas, mesmo diante da estabilidade, a vontade de empreender falou mais alto. Para Filipe, dar esse passo era mais do que abrir um negócio — era desafiar o “sempre será assim”, romper limites e, acima de tudo, vencer o próprio medo e as vozes que, por tanto tempo, o fizeram duvidar de si.

Depois de sair da emissora, Filipe abriu uma agência de marketing e percebeu que estava atuando com o modelo errado. “Quebrei. Foi um baque. Achei que sabia tudo, mas descobri que ser bom tecnicamente não é o mesmo que saber tocar uma empresa”, conta.

Mas ele não desistiu. Abriu outra empresa, agora na área de tecnologia, para um software russo de gestão empresarial.

“Comecei a produzir conteúdos explicando o uso da ferramenta. Os primeiros vídeos foram simples, mas começaram a ganhar tração, mesmo com áudio e iluminação ruins. Mas fui ganhando audiência e, quando vi, já tinha uma empresa”, diz.

Logo, a empresa, chamada BR24, tornou-se um dos principais parceiros do Bitrix24 no mundo, ganhando prêmios inclusive.

Mudança de chave

Com o crescimento, Filipe diversificou. Nos anos seguintes, acompanhando seu time, desenvolveu também soluções próprias. Em paralelo, estruturaram novos negócios, como uma empresa de educação para empresários, uma aceleradora de startups e uma companhia focada em conselhos consultivos. Todas fazem parte do Atomic Group, holding fundada por ele.

“Hoje temos 50 pessoas no time e centenas de empresas passando pelos nossos programas. Meu foco foi ajudar empreendedores que estão onde eu estive por muito tempo: sozinhos, sem orientação, com medo de errar, mas com uma vontade enorme de vencer”, explica.

Ele completa: “Hoje, com 40 anos, eu consigo enxergar onde estava aos 30 e como poderia ter sido mais rápido se tivesse alguém para me mostrar o caminho”. 

É com esse olhar que ele criou programas de mentoria voltados a donos de pequenas e médias empresas. “Eu quero ver histórias mudando. Porque, quando você transforma um pequeno empresário, você transforma toda a cadeia: funcionários, famílias, comunidades”, diz.

Acesse: atomicgroup.com.br

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