setembro 28, 2026

Economia prateada deve chegar a R$ 3,8 trilhões em 2044 e pressiona mercado imobiliário a rever projetos

Rioparque, bairro planejado em Tijucas (SC)

Brasileiros com 50 anos ou mais já movimentam R$ 1,8 trilhão ao ano, equivalente a 24% do consumo privado dos domicílios. Em duas décadas, essa participação deve chegar a 35%. Com moradia entre os gastos que ganham peso com o avanço da idade, setor imobiliário amplia atenção a empreendimentos capazes de atender diferentes fases da vida.

O avanço da longevidade começa a alterar também a lógica do mercado imobiliário brasileiro. Os consumidores com 50 anos ou mais já movimentam R$ 1,8 trilhão ao ano, o equivalente a 24% de todo o consumo privado dos domicílios do país. A projeção do estudo Brasil Prateado, do Data8, é que esse volume chegue a R$ 3,8 trilhões em 2044, quando o grupo deverá responder por 35% do consumo nacional. O levantamento aponta ainda que o Brasil já ultrapassou 59 milhões de pessoas com 50 anos.

O peso econômico também acompanha uma mudança no perfil de consumo. Segundo o Data8, brasileiros 50+ registram consumo mensal per capita 38% superior ao da população abaixo dessa faixa etária. Moradia está entre as necessidades com maior destaque e tende a ganhar relevância conforme a idade avança. A combinação coloca o setor imobiliário diante de um público que vive mais, permanece economicamente ativo por mais tempo e passa a avaliar o imóvel pela capacidade de atender alterações de rotina ao longo dos anos.

Essa transformação amplia a discussão para além dos empreendimentos destinados exclusivamente a idosos. Bairros com serviços próximos, percursos caminháveis, áreas verdes, espaços de convivência, segurança e opções de lazer podem atender moradores em diferentes etapas da vida, de famílias com crianças a adultos maduros que procuram autonomia sem abrir mão da integração social.

“Quando falamos em longevidade, não estamos falando apenas de adaptar uma residência para uma determinada idade. O desafio é criar projetos urbanos em que a pessoa consiga manter autonomia, ter serviços por perto, caminhar, conviver e usufruir dos espaços públicos em diferentes momentos da vida. Um bairro planejado, por exemplo, precisa continuar fazendo sentido para o morador daqui a dez, vinte ou trinta anos”, afirma Ricardo Laus, fundador e CEO da Novo Ambiente Urbanismo.

Em Tijucas (SC), o Rioparque é um exemplo dessa lógica. Com uma área de 460 mil metros quadrados, o bairro planejado terá parque linear aberto ao público com cerca de dois quilômetros, ruas arborizadas, percursos para pedestres e ciclistas, áreas esportivas e de convivência e um open mall com comércio, gastronomia e serviços. O empreendimento, desenvolvido pela Novo Ambiente, também será conectado aos rios Tijucas e Oliveira e contará com marina privativa para 240 embarcações, sendo 90 barcos e 150 motos aquáticas.

Sobre a Novo Ambiente Urbanismo

A Novo Ambiente Urbanismo foi idealizada por Ricardo Laus, profissional com mais de 20 anos de experiência no setor e participação em projetos que somam mais de 4 mil lotes entre lançados e entregues. Ao lado de Jaqueline de Souza Laus, responsável pelas áreas de marketing e relações institucionais, a empresa atua no desenvolvimento de bairros planejados com foco em qualidade de vida, integração com a natureza e alto potencial de valorização. Naturais de Tijucas (SC), os fundadores acompanham de perto a evolução da cidade e têm como missão contribuir para um crescimento urbano sustentável e bem estruturado.

www.novoambienteurbanismo.com

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