O escritório é responsável pelo novo espaço físico do maior centro de robótica da América Latina, localizado no campus de São Carlos. O lançamento da pedra fundamental foi realizado nesta segunda-feira, dia 19 de janeiro de 2026

O Centro de Robótica da Universidade de São Paulo, em São Carlos, referência em pesquisas avançadas e reconhecido como o primeiro centro de robótica do Brasil, inicia uma nova etapa de sua trajetória com a construção de um edifício-sede dedicado exclusivamente às suas atividades, a se tornar o maior centro de robótica da América Latina. O projeto arquitetônico do novo espaço físico é assinado pela Entre Arquitetos, escritório paulista especializado em projetos de usos coletivos. A cerimônia de lançamento da pedra fundamental foi realizado nesta segunda-feira, dia 19 de janeiro.

Criado há 15 anos como um centro de excelência em pesquisa, o CROB já reúne grupos de destaque internacional nas áreas de robótica terrestre, aérea, agrícola, médica e inteligência artificial. Até agora, no entanto, esses laboratórios estavam distribuídos em diferentes prédios do campus da USP São Carlos, o que dificultava a integração entre pesquisadores de áreas complementares. O novo edifício surge para consolidar o centro em um único espaço, potencializando a troca de conhecimento e a colaboração entre diferentes frentes da pesquisa científica sobre inovação robótica.
“O pedido inicial era muito claro: criar um espaço que estimulasse a troca. Hoje, os grupos estão fisicamente separados, e isso acaba isolando as pesquisas. A arquitetura entra como ferramenta para aproximar as pessoas”, explica Daniele Capella, sócia da Entre Arquitetos. O desenvolvimento do projeto teve início em maio de 2024, com uma imersão do escritório no universo da robótica. “Visitamos os laboratórios, conhecemos os robôs, os drones, as tecnologias em desenvolvimento. É, literalmente, o futuro acontecendo no presente”, conta o sócio Vinícius Capella.
Com cerca de 7 mil m² de área construída, além de 3 mil m² de áreas externas, o edifício será implantado no Campus 2 da USP São Carlos. O projeto prevê três pavimentos, organizados de forma a equilibrar áreas de usos coletivos, espaços colaborativos e de concentração. O térreo concentra os espaços de maior circulação e experimentação; os pavimentos superiores abrigam laboratórios, auditório e áreas de estudo dos pesquisadores.
No centro do edifício, um grande átrio articula visual e funcionalmente todos os pavimentos. “Esse espaço não estava no programa original, mas surgiu do nosso entendimento de que a arquitetura pode ir além do solicitado quando entendemos ser necessário. O átrio funciona como ponto de encontro, espaço para palestras, apresentações e convivência. Ele organiza o prédio e, ao mesmo tempo, promove integração”, explica Vinícius. O percurso interno também se transforma em uma espécie de exposição permanente, permitindo que visitantes e estudantes acompanhem visualmente o que acontece nos laboratórios.
Projetar o edifício do CROB exigiu soluções arquitetônicas e técnicas específicas. O programa inclui áreas para testes controlados de drones, robôs terrestres e equipamentos de grande porte, além de salas de computação de alto desempenho, que demandam infraestrutura energética robusta e sistemas dedicados de climatização. “Cada ambiente tem uma necessidade muito particular. Não é um prédio genérico. É uma arquitetura que precisa responder com precisão a usos extremamente específicos”, explica Daniele.
A sustentabilidade é um eixo central do projeto. O edifício adota estratégias passivas de conforto ambiental, como orientação solar criteriosa, brises automatizados, varandas sombreadas e fachadas com jardineiras irrigadas por água de reuso. O sistema inclui captação e reaproveitamento de águas pluviais, placas fotovoltaicas para atendimento das demandas de energia do edifício e soluções construtivas industrializadas, como estrutura metálica e lajes pré-fabricadas, reduzindo desperdícios e a pegada de carbono da obra. “Existe uma modulação estrutural muito racional, econômica e eficiente. A partir dela, introduzimos elementos mais orgânicos nas fachadas, que respondem às questões de insolação, ventilação e paisagem, sem comprometer a viabilidade construtiva”, detalha Daniele.
A atuação da Entre Arquitetos em projetos de uso coletivo é um dos pilares do escritório e se reflete diretamente no conceito do CROB. “Independentemente da tipologia, sempre trabalhamos com uma metodologia que prioriza a funcionalidade, as relações humanas e a forma como as pessoas se apropriam dos espaços. Gostamos de nos atentar ao ‘entre’: a qualidade dos espaços gerados a partir da construção, as possibilidades de encontros, de transições e de permanências”, afirma Vinícius, fazendo referência ao nome do escritório paulista, há 12 anos no mercado com atuação em sete estados brasileiros.

Com mais de 100 projetos realizados ao longo de sua trajetória, o escritório vê no CROB um case importante. “É um privilégio participar de algo que vai impactar diretamente a ciência, a educação e o desenvolvimento tecnológico do país. Não é apenas um edifício. É um investimento público de grande escala, com repercussão internacional, que reforça o papel do Brasil na pesquisa em robótica”, conclui Daniele.
Sobre Entre Arquitetos
Fundado por Daniele Capella e Vinícius Capella, ambos formados pela FAU USJT, a Entre Arquitetos atua há 12 anos no desenvolvimento de projetos arquitetônicos. Com mais de 100 projetos realizados, mais de 230 mil m² projetados e atuação em sete estados brasileiros, o escritório desenvolve trabalhos nas áreas corporativa, comercial e institucional, com forte atuação em novos edifícios e intervenções em construções já existentes, com projetos de uso coletivo, integrando arquitetura, engenharia e obra em uma metodologia completa, do conceito à execução.
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