setembro 5, 2026

Faculdade Sírio-Libanês firma acordo de colaboração inédito com Stanford para estudar IA na formação médica

Faculdade Sírio-Libanês

Estão previstas pesquisas sobre o uso da tecnologia no ensino e novas possibilidades para a formação de estudantes de medicina

A Faculdade Sírio-Libanês tornou-se pioneira entre as instituições de ensino do país ao estabelecer um acordo com a Stanford University, dos Estados Unidos, para estudar a aplicação da inteligência artificial (IA) na educação médica. A colaboração inclui o acesso à Clinical Mind AI, plataforma que simula interações clínicas e permite a estudantes analisar casos e exercitar a tomada de decisão clínica em diferentes cenários.

Para Christian Valle Morinaga, pesquisador principal e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Sírio-Libanês, a colaboração amplia a integração entre inovação, ciência e educação médica. “O Clinical Mind AI amplia as possibilidades de aprendizagem ao permitir que nossos estudantes exercitem o raciocínio clínico, a tomada de decisão e a análise de diferentes cenários em um ambiente seguro e estruturado”, afirma.

Pesquisa na prática

A primeira iniciativa será um estudo piloto sobre a viabilidade e a aceitação da plataforma no ensino da medicina. Cinco docentes da instituição participarão da pesquisa, que analisará a precisão das simulações, a usabilidade da ferramenta e os indicadores mais relevantes para avaliar o raciocínio clínico dos estudantes. Stanford será responsável pela condução da pesquisa, coleta e análise dos dados.

“Mais do que incorporar inteligência artificial ao ensino, nosso objetivo é investigar de forma crítica e responsável como essa tecnologia pode contribuir para a formação de médicos cada vez mais preparados para lidar com a complexidade da prática clínica. A tecnologia não substitui o professor, o contato com o paciente ou a experiência assistencial”, destaca Morinaga.

Além do primeiro estudo, a colaboração cria uma estrutura para que a Faculdade Sírio-Libanês e a Stanford University desenvolvam novas frentes de pesquisa, com possibilidade de publicação conjunta dos resultados.

“Participar de uma iniciativa como essa também fortalece nossa vocação para pesquisa e inovação em educação médica, permitindo que docentes e estudantes contribuam ativamente para a construção e avaliação de novas formas de ensinar e aprender Medicina”, afirma Denise Greff, gerente de Ensino da Faculdade Sírio-Libanês.

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