Especialistas da TIVIT explicam que sem alguém que responda por cada número, nenhum modelo entrega o esperado
São Paulo, agosto de 2026 — Segundo um estudo do MIT Technology Review, 95% dos projetos corporativos de IA generativa ainda não entregaram resultado financeiro mensurável. Para a TIVIT, multinacional do Grupo Almaviva, a distância entre o investimento feito e o ganho esperado tem uma causa concreta: a baixa maturidade das companhias na gestão dos dados que alimentam esses sistemas.
A leitura da empresa é que muitas organizações encerraram a jornada de transformação digital antes de consolidar uma base sólida de governança. Os sistemas passaram a trocar informação entre si, mas os conceitos de negócio continuaram descentralizados, indicadores permaneceram sem responsáveis claramente definidos e processos seguiram dependentes de conhecimento tácito das equipes.
“Muito se fala em uma estratégia AI First, que coloca a inteligência artificial no centro da estratégia e da operação do negócio. Mas existe um passo anterior. Na prática, sobra dado e falta acordo sobre o que ele significa. É comum uma mesma pergunta de negócio receber respostas diferentes conforme o sistema consultado, e nenhuma delas está errada, porque cada área trabalha com sua própria definição. Enquanto ninguém responde pelo número, não existe agente ou modelo capaz de resolver esse problema”, afirma Daniel Calero, diretor de Digital, Dados e Inteligência Artificial da TIVIT.
É essa mudança que marca a transição entre dois momentos de evolução, da transformação digital para a transformação cognitiva. Se a fase anterior ampliou o acesso à informação para apoiar decisões humanas, a etapa seguinte cria as condições para que sistemas inteligentes executem decisões operacionais dentro de limites definidos pelo negócio, mantendo sob responsabilidade das pessoas apenas os casos que exigem contexto, interpretação ou julgamento. Essa passagem, porém, depende de processos bem mapeados antes de qualquer automação.
“A inteligência artificial não corrige processos mal estruturados; ela apenas os executa em maior velocidade. Antes de automatizar qualquer atividade, é preciso compreender como o processo realmente acontece, onde estão as exceções, quais decisões dependem de julgamento humano e quais podem ser padronizadas. Quando essa base existe, a IA amplia produtividade, qualidade e velocidade; sem ela, apenas automatiza inconsistências”, complementa Thiago Lourenço, head de Negócios Digitais da TIVIT.
Na própria operação, a TIVIT já aplica o modelo na sustentação de aplicações, em que agentes especializados assumem etapas como triagem, análise inicial e atualização de registros. Onde a solução foi implementada, o tempo médio de atendimento caiu e as equipes passaram a receber apenas as demandas de maior complexidade, que ainda dependem de decisão humana.
Sobre a TIVIT
A TIVIT é uma multinacional de tecnologia que apoia organizações em suas jornadas de transformação digital, conectando estratégia, tecnologia e inovação para gerar resultados de negócio. Com atuação em dez países da América Latina, a companhia oferece soluções em nuvem, cibersegurança, dados e inteligência artificial, automação, plataformas digitais e aplicações empresariais. A TIVIT integra o Grupo Almaviva, ecossistema global presente em 21 países, com mais de 45 mil profissionais.