Com apoio do governo suíço e uso inédito de inteligência artificial, Programa de Negócios Competitivos (PNC) vai capacitar fornecedores estratégicos para atender aos padrões globais de sustentabilidade
A Global Reporting Initiative (GRI) anunciou seu retorno institucional ao Brasil no evento GRI – Empresas que movem a sustentabilidade, realizado na última quarta-feira (4), em São Paulo. Tendo a colaboração como solução para a gestão sustentável, especialistas, empresas, governos e terceiro setor debateram sobre como facilitar o acesso de pequenos e médios fornecedores aos relatórios de sustentabilidade, de forma a considerar um avanço nos padrões de boas práticas nas questões ambientais, sociais e de governança, fundamentais para a agenda do desenvolvimento sustentável e para atender às exigências de legislações internacionais.
Durante o evento, a head da GRI no Brasil, a engenheira ambiental e executiva especialista em Clima, ESG e Impacto Danielly de Andrade Mello Freire lançou o Programa de Negócios Competitivos (PNC), que pretende capacitar, até 2028, 100 pequenas e médias empresas (PMEs) para que façam reportes com informações ambientais, sociais e de governança, em atendimento às demandas internacionais, às novas exigências regulatórias e de grandes companhias. Para isso, a GRI vai cadastrar Parceiros Implementadores.
As comunidades detentoras de conhecimento tradicional devem ser vistas como parceiras fundamentais, não somente como fornecedores de insumos, mas como protetores dos recursos ambientais, garantindo remuneração justa e respeito aos direitos humanos. Para o melhor desenvolvimento e a fim de atender as legislações globais, os painéis com diferentes especialistas trouxeram que não basta cobrar da cadeia de suprimentos boas práticas, mas capacitar e ajudar pequenas e médias empresas nas adequações possíveis.
A CEO da GRI, Robin Hodess, afirmou que o PNC atingiu resultados de sucesso nos países em que foi implementado, como na Colômbia. “As empresas registram um aumento de produtividade ao participarem do PNC e começarem a fazer reportes de sustentabilidade”, disse. Ela agradeceu o empenho de diversos setores à iniciativa. “Não podemos fazer isso sozinhos. Estamos animados com este trabalho, neste momento em que o Brasil vive uma mudança”, declarou.
Segundo Danielly, a GRI está em contato com parceiros antigos e novos, no Brasil, buscando estreitar laços. “O relatório de sustentabilidade é, hoje, uma ferramenta de gestão interna e uma licença comercial para operar, por isso estamos investindo esforços neste retorno ao Brasil. A GRI é uma excelente fundação para a sustentabilidade”, aponta.
Além do PNC, foi anunciada uma ferramenta de Agente de IA da GRI, uma inovação global desenvolvida em parceria com a EcomindsAI, que apoiará a elaboração dos relatórios e ajudará as empresas a estruturar uma matriz de prioridades.
O encontro foi realizado na sede da Demarest Advogados, em Pinheiros. Os convidados ainda puderam conhecer a Gastronomia Periférica (@gastronomiaperiferica), uma escola gratuita de gastronomia social com foco no combate ao desperdício, que foi responsável pelo coquetel.