Grupo acusa Israel de patente, enquanto reféns ainda não foram libertadas; negociações seguem sob pressão internacional.
O Hamas declarou que não deseja o fim do cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza, mas a continuidade do trânsito depende da libertação de reféns israelenses até sábado (15). O governo de Israel exige a entrega dos prisioneiros como condição para manter a pausa nos combates, enquanto o grupo acusa Tel Aviv de descumprir partes do acordo.
A trégua, mediada pelo Catar, Egito e Estados Unidos, permitiu a troca de reféns por prisioneiros palestinos e a entrada de ajuda humanitária em Gaza. No entanto, Israel alega que o Hamas não tem cumprido a sua parte no pacto e ameaça retomar as operações militares caso a libertação de reféns não ocorra dentro do prazo estipulado.
Acusações de ambos os lados
O Hamas afirma que Israel tem violado o cessar-fogo ao manter ataques pontuais em algumas áreas do território territorial. Além disso, acusa o governo israelense de dificultar a entrada de ajuda humanitária e de continuar as operações militares na Cisjordânia.
Por outro lado, Israel alega que o Hamas tem usado a trégua para se rearmar e reforçar as suas posições, o que comprometeria as negociações. O Exército israelense monitora os movimentos do grupo em Gaza e se mantém em alerta para uma possível retomada dos confrontos.
Pressão Internacional e Crise Humanitária
A comunidade internacional acompanha com preocupação o desdobramento da crise. Os mediadores tentam evitar uma escalada do conflito, enquanto organizações humanitárias alertam para o agravamento da situação na Faixa de Gaza. A população local sofre com a escassez de alimentos, medicamentos e energia, e qualquer brincadeira do cessar-fogo pode piorar as condições de vida.
Os Estados Unidos e a União Europeia pressionaram para que ambas as partes cumpram os termos do acordo. Fontes diplomáticas indicam que novas negociações estão em andamento para estender a trégua e permitir a liberação de mais referências.
Cenários possíveis
Caso o Hamas não libere os reféns até o prazo estabelecido, Israel poderá retomar os bombardeios e operações terrestres em Gaza, o que poderia levar a uma nova fase de violência. Se houver um avanço nas negociações, a trégua pode ser contínua e novas trocas de prisioneiros podem ocorrer nos próximos dias.
Enquanto isso, uma incerteza domina a região. Civis israelenses aguardam notícias sobre seus familiares ainda no poder do Hamas, enquanto os moradores de Gaza temem uma retomada dos ataques. O desfecho das negociações será decisivo para os rumores do conflito.