outubro 23, 2026

Intenção de trocar de emprego mais que dobra entre profissionais que percebem desequilíbrio na relação com a empresa, aponta pesquisa

Pesquisa EDC Group sobre intenção de troca de emprego

Levantamento da EDC Group mostra que 40,5% consideram receber menos do que esperam em relação ao que entregam; entre eles, 60,9% pretendem mudar de empresa em até um ano

São Paulo, outubro de 2026: A percepção de equilíbrio entre o que o profissional entrega e o que recebe da empresa está associada à intenção de permanecer no emprego. Segundo o Termômetro EDC Insights 2026 – Futuro do Trabalho, pesquisa da EDC Group com 417 respondentes, 60,9% dos profissionais que avaliam negativamente essa relação pretendem trocar de empresa em até 12 meses. Entre aqueles que consideram a troca adequada ou positiva, o percentual cai para 28,2%, uma diferença de 32,7 pontos percentuais.

O levantamento também revela que 40,5% dos entrevistados consideram que o retorno recebido está abaixo ou muito abaixo do esperado, levando em conta salário, benefícios e experiência profissional. Outros 56,8% avaliam a troca como adequada, enquanto uma pequena parcela a considera acima das expectativas.

Os resultados evidenciam que a discussão sobre retenção envolve não apenas as condições oferecidas pelas organizações, mas também a maneira como os profissionais avaliam essas contrapartidas em relação às próprias entregas.

“A relação entre empresa e profissional precisa ser percebida como equilibrada. Isso não significa que todas as expectativas serão atendidas, mas que deve existir clareza sobre o que é exigido, quais são as contrapartidas e quais oportunidades estão disponíveis. Quando o profissional sente que entrega muito mais do que recebe, é importante que a empresa compreenda de onde vem essa percepção antes que ela se transforme em um problema de retenção”, avalia Daniel M. Campos Neto, CEO da EDC Group.

Estresse amplia o sinal de alerta para o RH

A pesquisa também identificou uma associação entre desgaste profissional e intenção de mudança. Entre os respondentes que relatam estresse alto ou sentimento de esgotamento quase sempre ou sempre, 58,9% pretendem trocar de empresa em até um ano. Entre aqueles que nunca ou raramente apresentam esses sentimentos, o índice é de 25,5%.

O cenário se torna mais expressivo quando os dois indicadores são analisados em conjunto. Entre os profissionais que relatam estresse frequente e percepção negativa da troca com a empresa, 68,1% manifestam intenção de sair em até 12 meses. Quando nenhum desses sinais está presente, o percentual é de 25,7%.

“A retenção não pode ser trabalhada de maneira fragmentada. Uma empresa pode ter uma política de remuneração competitiva e, ainda assim, enfrentar dificuldades porque seus profissionais convivem com excesso de demandas, falta de reconhecimento ou perspectivas pouco claras. O RH precisa conectar essas informações e identificar os sinais de desgaste antes que eles se acumulem”, destaca Campos Neto.

Salário, carreira e relacionamento influenciam o vínculo profissional

Os dados também mostram diferenças entre os fatores que levam os profissionais a permanecer em uma empresa e aqueles que aparecem na intenção de saída. Salário é o principal motivo de permanência, citado por 54,9% dos participantes, seguido pelo relacionamento com a equipe, mencionado por 40%. Plano de carreira aparece em 24% das respostas. O resultado destaca o peso das relações cotidianas na construção do vínculo com a organização.

Entre aqueles que manifestam intenção de trocar de emprego, o cenário se inverte: 59,4% citam salário e 57,1% apontam plano de carreira entre os três principais motivos de saída. Já o relacionamento com a equipe é mencionado por apenas 9,7% desse grupo. Assim, embora a boa convivência se destaque como motivo para ficar, a relação com os colegas é muito menos citada como razão para sair, decisão em que predominam a remuneração e as perspectivas de crescimento.

Segundo o CEO da EDC Group, esse contraste indica que reter talentos não significa apenas pagar mais. “Melhorar o ambiente de trabalho, fortalecer a cultura interna e estimular relações positivas entre colegas pode contribuir para a permanência sem depender exclusivamente de aumentos salariais”, explica.

Intenção de saída reforça alerta para as empresas

Além de identificar os fatores que influenciam a permanência e a saída dos profissionais, a pesquisa também investigou em quanto tempo os participantes consideram mudar de emprego. O levantamento revelou que 41,5% dos entrevistados pretendem trocar de empresa em até 12 meses, sendo que 20,1% projetam essa mudança já nos próximos três meses. Outros 10,6% consideram uma movimentação após um ano, enquanto 48% afirmam não ter intenção de mudar de emprego.

“Salário e oportunidades de crescimento continuam importantes, mas as empresas também precisam observar como os profissionais percebem o equilíbrio entre suas entregas e as contrapartidas recebidas, além das condições em que trabalham. O desafio do RH é identificar esses sinais de insatisfação e desgaste antes que a intenção de saída se transforme em desligamento, construindo uma relação de confiança e reciprocidade no longo prazo”, conclui o CEO da EDC Group.

Sobre a pesquisa

O Termômetro EDC Insights 2026 – Futuro do Trabalho é uma pesquisa proprietária da EDC Group que investiga percepções sobre retenção, bem-estar, modelos de trabalho, desenvolvimento profissional e transformação das funções. Nesta edição, o levantamento reuniu 417 respondentes. A amostra é não probabilística, e os cruzamentos apresentados indicam associações, sem estabelecer causalidade.

Sobre a EDC Group

A EDC Group é uma multinacional brasileira com atuação em toda a América Latina e EUA, na área de consultoria e outsourcing de serviços. Desde 2010 atua no mercado com cerca de 300 colaboradores, a empresa oferece serviços de outsourcing especializado, mão de obra temporária, BPO, hunting e projetos especiais para diversas áreas, proporcionando a cada colaborador a oportunidade de crescimento e desenvolvimento.

A EDC Group faz parte da holding JTBD Group, uma organização focada em oferecer soluções que causem impactos reais nas organizações. O grupo reúne negócios complementares voltados à gestão de pessoas, tecnologia, outsourcing, desenvolvimento profissional e soluções corporativas. Além da EDC Group, integram a holding a DinamIT Tech Outsourcing, a Mecatron Instalação e Manutenção Industrial e a Daniel Campos Educação.

Saiba mais: https://www.edcgroup.com.br

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