teya identifica cinco padrões que dificultam a evolução das lideranças nas empresas; ao ouvir executivos de empresas como ArcelorMittal, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Cielo e Herbarium, consultoria de aprendizagem corporativa identificou um paradoxo central: a consciência dos desafios de liderança não só não resolve o problema, como se tornou parte dele
São Paulo, agosto de 2026. Líderes de grandes organizações brasileiras e globais conseguem descrever com precisão os problemas que enfrentam. Sabem que o modelo de gestão tradicional não entrega o resultado esperado. Sabem que transformações falham por falta de engajamento das pessoas. Sabem que o conhecimento institucional se perde quando profissionais saem. E, ainda assim, continuam sendo consumidos por esses mesmos problemas.
Esse é o achado central da teya, consultoria de aprendizagem corporativa e desenvolvimento organizacional, que cruzou entrevistas com executivos em exercício de grandes organizações no Brasil com dados de mais de 30 pesquisas globais. A conclusão é que o obstáculo não está na falta de diagnóstico, mas na ausência de condições reais para superá-lo.
Os cinco achados da teya
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Excesso de ruído, não falta de informação. O problema central da liderança hoje não é acesso a dados, mas a capacidade de discernimento. Líderes relatam dificuldade crescente em distinguir urgência real de pressão imaginária, o que leva à má alocação de energia e capital.
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Transição de modelo sem clareza de destino. Há consenso de que o modelo de liderança tradicional não funciona mais. Mas o novo modelo ainda está sendo construído na prática, sem referência consolidada, o que gera insegurança, queda de confiança e fuga do papel de liderança.
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Gestão das pessoas é o principal gargalo e o principal ativo. Independentemente do desafio, o fator humano aparece como o ponto de maior risco e maior alavancagem. Engajamento tardio e comunicação insuficiente são as causas mais citadas de falha nas transformações.
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Aprender e executar precisam acontecer ao mesmo tempo. O tempo de parar para aprender antes de agir não existe mais. Jornadas de aprendizagem separadas da operação não geram impacto.
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Conhecimento organizacional tratado como subproduto. A perda de memória institucional é reconhecida pelos líderes, mas raramente gerida como prioridade estratégica. Silos, rotatividade e ausência de documentação fazem organizações insistirem em práticas que deveriam mudar.
“O que nos chamou a atenção não foi a gravidade dos desafios. Isso já era esperado. Foi perceber que líderes articulam os problemas com precisão, mas as organizações continuam sem as condições para superá-los. Isso aponta para uma falha estrutural no modelo de desenvolvimento de liderança, não na capacidade individual dos líderes”, afirma Alexandre Santille, sócio-diretor da teya.
O que os executivos disseram
Marcelo Geraldi, CEO da Herbarium: “Temos usado flexibilidade e adaptabilidade como algumas das habilidades mais importantes na liderança atualmente.”
Rodrigo Gama, diretor de Pessoas, Bem-estar, Saúde e Segurança na ArcelorMittal Aços Planos América Latina: “Mudanças no modelo de gestão hoje se impõem, gerando a necessidade de colaboração ainda maior e de aproveitar a percepção de profissionais que estão fazendo algo realmente relevante. O trabalho em times cada vez mais diversificados é essencial.”
Angélica Campos, CHRO na Cielo: “Silos organizacionais comprometem a confiança entre áreas, fragilizam a colaboração e dificultam a construção de uma cultura orientada ao desempenho coletivo.”
O gap entre consciência e ação
Os dados mostram que os problemas são sistêmicos e estruturais: 83% das transformações corporativas falham em atingir seus objetivos ao menos metade das vezes (Kearney); a confiança nas lideranças diretas caiu para 29% (DDI); apenas 6% das gerações Z e millennial têm como objetivo de carreira uma posição formal de liderança (Deloitte).
O relatório “Contextos e Desafios da Liderança” está disponível para download em teya.us, e inclui entrevistas cruzadas com dados de pesquisas globais de organizações como Gallup, Deloitte, DDI, PwC, McKinsey, Gartner e Harvard Business Review.
Sobre a teya: Consultoria de aprendizagem corporativa que atua no desenvolvimento de lideranças e na transformação da cultura organizacional nas empresas, com atuação voltada principalmente para grandes organizações. Entre os clientes estão Vale, Cielo, Axia e Itaú, entre outras.