Custos crescentes, pressão por qualidade e contratos que ignoram a realidade econômica colocam em risco a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar no Brasil.
A discussão sobre os modelos de remuneração na saúde brasileira nunca foi tão urgente. Nos últimos anos, operadoras, hospitais e clínicas passaram a conviver com um paradoxo cada vez mais perigoso: enquanto os custos assistenciais crescem de forma consistente e a exigência por qualidade e eficiência aumenta, muitos contratos impõem margem zero — ou até negativa — sobre medicamentos, especialmente em tratamentos de alta complexidade.
O discurso oficial sustenta que medicamentos deveriam ser tratados como itens neutros, quase invisíveis do ponto de vista financeiro. Na prática, esse modelo transfere integralmente o risco para o prestador e distorce a lógica de sustentabilidade do sistema. Não existe neutralidade econômica quando se fala em medicamentos de alto custo, logística especializada, capital empatado em estoque, perdas por validade, judicializações frequentes e variabilidade clínica.
A chamada “margem zero” não elimina custos. Ela apenas os oculta em outras linhas do Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), gerando um efeito colateral silencioso, porém grave: prestadores financeiramente fragilizados, decisões clínicas pressionadas por restrições econômicas e um sistema cada vez mais reativo, em vez de estratégico.
É justamente nesse ponto cego do setor que atua a Evodux. Com inteligência estratégica apoiada em IA proprietária, a empresa analisa milhares de variáveis clínicas, operacionais e financeiras para demonstrar o que o modelo atual insiste em negar: medicamentos fazem parte da estrutura de custo assistencial e precisam ser tratados como tal dentro dos modelos de remuneração.
Ao simular cenários reais de custo, risco e previsibilidade, a Evodux evidencia que modelos sustentáveis não nascem de tabelas engessadas, mas de estruturas que equilibram risco compartilhado, previsibilidade de caixa e responsabilidade clínica. Pacotes assistenciais mal desenhados e contratos baseados em margem zero não reduzem os custos do sistema — apenas adiam um colapso anunciado.
O debate que se impõe ao setor não é se a margem deve existir, mas como ela deve ser construída de forma ética, transparente e sustentada por dados reais. A saúde suplementar brasileira não precisa de mais discursos moralizantes. Precisa, com urgência, de inteligência econômica aplicada à assistência.