A MRS Logística, uma das maiores operadoras de logística do Brasil, teve um ponto de virada em sua transformação digital com a profunda modernização de sua infraestrutura, com destaque para a migração de mais de 600 servidores em apenas 12 meses. O projeto, conduzido em parceria com a Add Value e baseado na tecnologia da Nutanix, reposicionou a área de TI da companhia como elemento central para suportar crescimento, segurança e novos modelos operacionais.
A MRS Logística é uma operadora ferroviária brasileira que administra 1.643 km de malha nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, conectando 107 municípios. A empresa liga regiões produtoras e centros industriais aos principais portos da região Sudeste, movimentando cerca de 20% de todas as exportações do país. A decisão de migrar e modernizar seus servidores foi tomada justamente para criar uma arquitetura robusta que sustente essa operação.
“Com a expansão orgânica dos negócios, sempre pensamos dentro do nosso plano tecnológico em como elevar o nível de maturidade tanto da infraestrutura quanto da segurança da informação, o que reforçou a necessidade de evolução da nossa base tecnológica”, afirma o CIO da MRS, Jean Prisco.
A migração não foi apenas técnica, foi estratégica: ao longo do processo, cerca de 10% das máquinas virtuais foram descontinuadas, eliminando redundâncias, reduzindo custos invisíveis e organizando o ambiente de workloads que já não traziam valor para o negócio. O resultado foi uma infraestrutura mais eficiente, padronizada e mais segura.
Nutanix como fundação de uma nova arquitetura híbrida
A adoção da plataforma da Nutanix permitiu à MRS consolidar uma arquitetura hiperconvergente, simplificando a gestão e aumentando a escalabilidade do ambiente. Com isso, a companhia passou a operar em um modelo híbrido pragmático, no qual a decisão entre nuvem e ambiente local deixa de ser ideológica e passa a ser orientada pela necessidade real do negócio. Hoje, entre 15% e 20% dos workloads estão em nuvem, enquanto o restante permanece em um ambiente local robusto, agora modernizado e preparado para suportar aplicações críticas com baixa latência.
“O nosso ambiente local é muito robusto, com uma arquitetura resiliente e de alta criticidade operacional”, destacou João Brando, coordenador de Datacenter & Cloud da MRS. “A Add Value teve papel fundamental na execução da estratégia, atuando conjuntamente desde a redefinição da arquitetura até a implementação da migração em larga escala”, completa.
Com a nova base tecnológica, a MRS criou as condições necessárias para sustentar sua expansão para novos modais, como hidrovia e operação de terminais — movimentos que exigem maior capacidade de processamento, integração e inteligência distribuída. Segundo Thiago Spósito, sócio da Add Value, o sucesso do projeto esteve diretamente ligado ao alinhamento estratégico da MRS. “A empresa estava muito convencida do que queria fazer. E foi esse nível de clareza que reduziu resistências internas para colocar em prática um projeto dessa magnitude”, afirma.
Para Leonel Oliveira, country manager da Nutanix Brasil, o projeto da MRS mostra como a modernização da infraestrutura de TI passou a ser uma decisão estratégica de negócio. “Em uma operação logística dessa escala, que conecta cadeias produtivas, centros industriais e portos, a tecnologia precisa entregar segurança, previsibilidade e capacidade de crescimento sem aumentar a complexidade operacional”, afirma.
Entre os planos futuros, a empresa estuda o modelo de edge computing para acelerar os ambientes distribuídos em diferentes pontos da operação pelo Brasil.