Pesquisa da ABEVD mostra como flexibilidade, autonomia, maternidade e digitalização se relacionam com as escolhas de mulheres que empreendem no país
O empreendedorismo feminino não cabe em uma única fórmula. Para algumas mulheres, empreender significa buscar autonomia sobre a própria rotina. Para outras, representa uma forma de conciliar a maternidade com uma atividade que também contribui para a renda da família. Há ainda quem construa uma trajetória de longo prazo a partir dessa escolha. Na venda direta, essas diferentes experiências aparecem em uma proporção expressiva: 87% dos empreendedores entrevistados no Brasil são mulheres, segundo a Pesquisa de Perfil 2026, realizada pela ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas) em parceria com a BARE International.
A flexibilidade ajuda a entender por que esse modelo dialoga com diferentes momentos da vida. Para 50% das entrevistadas, a flexibilidade de horário está entre os principais atrativos da venda direta, enquanto 34% citam a autonomia e a possibilidade de não ter um chefe. A atividade pode ser organizada de acordo com diferentes disponibilidades: 45% das mulheres dedicam entre duas e sete horas por dia à venda direta.
Quando essa escolha encontra a maternidade, a flexibilidade ganha outro significado. Quase 80% das mulheres entrevistadas têm filhos e 22% afirmam criá-los sozinhas. Em vez de uma rotina única, existem diferentes formas de conciliar responsabilidades, objetivos e tempo disponível. Para 56% das entrevistadas, a venda direta representa entre 10% e 50% da renda familiar, ocupando diferentes espaços na organização financeira dos domicílios.
Essa diversidade também aparece na trajetória das empreendedoras. 37% possui Ensino Médio completo, enquanto 54% estão na venda direta há mais de cinco anos e 36% há mais de dez anos. São experiências que atravessam diferentes fases da vida e mostram que o empreendedorismo pode ser uma escolha construída ao longo do tempo.
“Quando falamos em empreendedorismo feminino, falamos de mulheres com momentos de vida, necessidades e objetivos diferentes. A flexibilidade pode ser importante para quem precisa conciliar a maternidade com uma atividade, assim como a autonomia pode fazer parte da decisão de quem busca construir sua própria trajetória. A venda direta permite que essas escolhas coexistam”, afirma Adriana Colloca, presidente da ABEVD.
Flexibilidade como escolha para empreender
O empreendedorismo feminino passa, assim, por uma combinação de escolhas. Tempo disponível, maternidade, autonomia e renda podem ocupar pesos diferentes na trajetória de cada mulher. Na venda direta, essas possibilidades se encontram em um modelo que permite relacionamento presencial, online ou híbrido com os consumidores.
A diversidade de caminhos também aparece nos grupos identificados pela pesquisa. As mães com experiência, que representam 32,6% da base feminina, têm idade média de 51 anos e, em 85% dos casos, estão na venda direta há mais de cinco anos. As mães iniciantes, que correspondem a 26,5%, têm idade média de 39 anos e apresentam presença relevante dos canais digitais. Já as empreendedoras sem filhos, que representam 16,3% da base feminina, têm entre suas características a busca por autonomia e flexibilidade.
São diferentes histórias reunidas em um mesmo modelo de empreendedorismo. A venda direta acompanha mulheres que estão começando, outras que já construíram uma trajetória de anos e aquelas que encontram na atividade uma forma de organizar a vida empreendedora de acordo com suas próprias prioridades.
Sobre a ABEVD
Criada em 1980, a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) é uma entidade sem fins lucrativos que busca promover e desenvolver a venda direta no Brasil, bem como representar e apoiar empresas que comercializam produtos e serviços por meio do relacionamento dos empreendedores independentes com seus consumidores finais. Acesse: www.abevd.org.br. A venda direta é um sistema de comercialização de produtos ou serviços, por meio do relacionamento ou influência entre empreendedores independentes e seus clientes, de forma presencial e/ou digital, fora de um estabelecimento comercial fixo. A ABEVD também compõe a World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), organização que congrega as associações nacionais de vendas diretas existentes no mundo. E pelo 4º ano consecutivo, a ABEVD foi reconhecida com o Platinum Status, considerado como o mais alto nível e que atende todos os parâmetros de governança para uma associação. Atualmente, cerca de 3,5 milhões de empreendedores independentes atuam em diferentes categorias, como produtos de saúde, beleza, utilidades domésticas, vestuário, alimentos, joalheria, entre muitos outros. A ABEVD hoje conta com cerca de 50 associadas, como: Avon, Cacau Show, DeMillus, Herbalife, Hinode Group, Jequiti, Mahogany, Mary Kay, Natura, Tupperware, Yakult etc. Todas as empresas associadas à ABEVD passam por uma rígida análise em seu plano de negócio, oferecendo um maior nível de proteção ao consumidor e empreendedor independente.