agosto 13, 2026

O conselho de administração ficou pequeno para empresas globais

Farias Souza - CEO e fundador da Board Academy

A governança corporativa passou a exigir uma visão internacional dos conselhos. O avanço da inteligência artificial, das novas exigências regulatórias, da geopolítica e da sustentabilidade ampliou o papel estratégico dos boards nas empresas. Segundo o OECD Corporate Governance Factbook 2025, diversos países vêm fortalecendo as regras relacionadas aos conselhos e à transparência corporativa, movimento que impulsiona a busca por executivos preparados para decisões globais.

Para Farias Souza, administrador de empresas, CEO e fundador da Board Academy, edtech global especializada na formação e certificação de conselheiros, executivos e empresários, essa mudança representa uma nova etapa da governança corporativa. “O conselho deixou de analisar apenas indicadores financeiros. Hoje ele precisa compreender movimentos globais capazes de alterar a estratégia das empresas praticamente em tempo real”, afirma.

Decisões estratégicas exigem repertório internacional

Processos de internacionalização, captação de recursos, fusões, aquisições e negociações com investidores passaram a exigir conselhos capazes de avaliar riscos regulatórios, mudanças geopolíticas e impactos econômicos que ultrapassam o mercado brasileiro. Sem esse repertório, decisões estratégicas tendem a se tornar mais lentas e mais expostas a erros.

“O profissional que atua em conselhos precisa compreender finanças, estratégia e gestão de pessoas, mas também interpretar riscos internacionais, novas tecnologias e diferentes modelos de governança. O conhecimento local continua importante, porém já não é suficiente para organizações que operam de forma global”, ressalta Farias Souza.

Programas de formação internacional

Para responder a essa mudança, a Board Academy criou dois programas internacionais voltados à formação de lideranças para conselhos. O primeiro é o Global Board Academy Certification, que combina encontros online com imersão presencial em Joanesburgo, na África do Sul, abordando geopolítica, inteligência artificial, sustentabilidade, estratégia, gestão de riscos e práticas de governança. A iniciativa já reúne mais de oito mil alumni em diferentes mercados.

O segundo é o Programa de Formação em Corporate Governance Brasil & Europa (PFCG Europa), desenvolvido em parceria com a Portogallo Europa, que reúne aulas online e etapa presencial em Lisboa.

“Os conselhos deixaram de olhar apenas para dentro da organização. Hoje, eles precisam compreender fatores externos que podem afetar cadeias de fornecedores, investimentos, tecnologia e competitividade. Essa visão mais ampla fortalece a qualidade das decisões e reduz riscos estratégicos”, destaca o CEO da Board Academy.

Sobre Farias Souza: administrador de empresas com mais de três décadas de experiência em multinacionais como Walmart, Leroy Merlin, Burger King e McDonald’s. Como CEO e fundador da Board Academy, já formou, mentorou e desenvolveu mais de 10.500 empresários e conselheiros.

Fontes: OECD Corporate Governance Factbook 2025; OCDE — Corporate Governance.

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