FGA transforma práticas internas de aquisição e vendas em uma estrutura de implementação comercial
Conquistar clientes, organizar vendas e construir processos enquanto o caixa já está rodando faz parte da rotina de empresários que precisam tomar decisões antes mesmo de dominar todas as variáveis do negócio.
Em julho de 2026, o Brasil tinha 25,4 milhões de empresas ativas e registrou a abertura de 485 mil novos negócios apenas naquele mês, segundo o Mapa de Empresas, do governo federal. O volume ajuda a dimensionar um ambiente no qual novas companhias surgem continuamente enquanto seus donos ainda estruturam aquisição, equipe e operação comercial.
A procura por caminhos que reduzam essa curva de aprendizagem também aumentou. Mais de 800 mil empreendedores participaram de cursos do Sebrae entre janeiro e novembro de 2025, alta de 12,8% sobre o ano anterior. Gestão financeira liderou a procura, seguida por temas como gestão de pessoas, atendimento ao cliente, inteligência artificial e marketing digital.
Foi a partir da experiência acumulada dentro da Alpha que surgiu a FGA, sigla para Formação, Gestão e Aquisição, operação criada para levar a outros negócios os processos de aquisição e vendas desenvolvidos pelo grupo.
À frente da iniciativa está Samuel Lacerda, sócio da Alpha, que antes de ingressar na companhia criou e vendeu uma empresa aos 21 anos. Dentro da organização, estruturou a companhia para se tornar uma franqueadora, além de estruturar os processos comerciais que fizeram a rede crescer mais de 70 escritórios em menos de 1 ano, assumiu também as estruturas operacionais da rede e assumiu a liderança comercial antes de conduzir a nova operação.
Segundo o empresário, a experiência em diferentes áreas permitiu transformar práticas internas em uma estrutura aplicada a outras companhias. A proposta é implementar, em quatro semanas, processos que envolvem desde geração de demanda até organização comercial. Após essa etapa, os clientes permanecem por mais 60 dias em acompanhamento com os sócios da operação.
“Não entregamos uma aula para o empresário sair e tentar descobrir sozinho como colocar aquilo em prática. Entramos na operação e implementamos o que usamos todos os dias dentro da Alpha, desde aquisição e mídia até processo comercial e contratação. A ideia é diminuir o espaço entre aprender e conseguir executar”, afirma.
Do processo interno ao método aplicado
A iniciativa parte de uma lógica que ganhou espaço entre negócios em expansão: transformar conhecimento acumulado nos bastidores em uma nova frente comercial. Processos de aquisição, vendas e gestão que antes ficavam restritos aos fundadores passaram a ser organizados como métodos aplicáveis a outras operações.
Na prática, a implementação reúne mais de 40 entregáveis e percorre diferentes etapas da jornada comercial. O trabalho envolve criação de landing pages, definição de criativos, gestão de mídia, organização de CRM, processos de atendimento, qualificação de leads, estrutura de pré-vendas, contratação de equipe comercial, scripts de vendas e acompanhamento de métricas.
A metodologia tem como referência a própria operação da Alpha. A companhia afirma ter atendido mais de 3 mil clientes e superar R$ 4 milhões em faturamento mensal. Segundo dados internos, a estrutura comercial gera mais de 4 mil oportunidades e cerca de 400 vendas por mês. O grupo também declara já ter administrado mais de R$ 20 milhões em investimentos em mídia paga, além de um investimento contínuo médio de mais de R$ 1 milhão em mídia todos os meses.
Para ele, o crescimento da Alpha foi resultado de uma construção de processos em diferentes áreas da operação. “O que fez a Alpha crescer não foi uma campanha específica. Foi a construção de uma estrutura completa, com aquisição, processo comercial, pessoas e acompanhamento de indicadores. É essa lógica que precisa ser adaptada para cada negócio”, afirma.
Segundo o executivo, a diferença está na implementação prática. “O empresário muitas vezes sabe que precisa melhorar o marketing ou o comercial, mas não sabe exatamente onde está o gargalo. Pode ser aquisição, atendimento, conversão ou estrutura da equipe. O nosso trabalho é identificar esse ponto e literalmente plugar a nossa estrutura dentro daquela realidade”, explica.
Resultados acompanhados mês a mês
A companhia afirma ter realizado mais de 400 implementações desde o início da operação. Para acompanhar os resultados, utiliza uma amostra de dez negócios, principalmente agências, monitorados durante seis meses a partir do faturamento inicial e da evolução após a implantação.
Segundo os dados internos, o crescimento médio de faturamento dos negócios acompanhados ficou entre 20% e 30% nos primeiros meses, com média aproximada de 23%. O cálculo considera apenas essa amostra e varia conforme segmento, estrutura inicial e capacidade de execução de cada operação.
Alguns casos apresentados tiveram avanços acima da média. A agenc.ia passou de R$ 80 mil para R$ 800 mil em faturamento em 12 meses. A Virax saiu de R$ 180 mil em maio para R$ 350 mil em junho e R$ 605 mil em julho. Já a Amplify Growth dobrou o faturamento em três meses, passando de R$ 30 mil para R$ 60 mil.
A companhia afirma ainda não ter registrado churn no programa até o momento. “Não existe uma promessa de que todas as operações terão o mesmo resultado. Cada negócio parte de um ponto diferente. O que conseguimos fazer é colocar uma estrutura testada, acompanhar os números e entender como aquela operação evolui”, afirma Lacerda.
O custo de aprender sozinho
Para Gustavo de Oliveira, cofundador da Alpha e um dos responsáveis pela criação da operação, o valor do modelo está em transformar experiência prática em processo replicável.
“Todo empresário vai errar. O que não faz sentido é gastar meses e dinheiro para descobrir sozinho algo que outra operação já testou, corrigiu e transformou em processo. Quando essa curva diminui, existe economia, mas o principal ganho está na velocidade de execução”, afirma.
A lógica está relacionada ao custo de oportunidade de uma decisão equivocada. Uma companhia que demora meses para perceber que está investindo em mídia sem conseguir converter os contatos gerados não perde apenas o valor aplicado em anúncios. Também deixa de capturar vendas, desperdiça tempo da equipe e posterga ajustes que poderiam melhorar a operação.
A busca por referências externas também faz parte da trajetória dos fundadores. Segundo Athos Vilarins, cofundador da Alpha e sócio da operação, a empresa investe cerca de R$ 500 mil por ano no acesso a empresários, executivos e conselheiros com experiência em expansão de negócios.
Entre os nomes citados pela companhia estão Tony Celestino, um dos fundadores do G4 Educação; Jonhatas, ex-CRO do G4; Ravell Nava, CEO da BRL Educação; e Eduardo Schroeder, cofundador da Cheirin Bão.
“A gente procura ouvir pessoas que já passaram por problemas que ainda vamos enfrentar. Não significa copiar uma decisão, mas entender quais perguntas precisam ser feitas antes de chegar naquele estágio”, afirma Vilarins.
Para Gustavo, essa mesma lógica está na origem da nova operação: transformar anos de testes, ajustes e decisões tomadas dentro da Alpha em uma estrutura que possa ser aplicada em outros negócios.
“O conhecimento tem valor quando consegue sair da cabeça de quem construiu e virar processo. O desafio é fazer com que esse processo continue funcionando quando encontra outra equipe, outro mercado e outra realidade”, afirma.
A expansão da FGA passa justamente por essa etapa. Depois de desenvolver a estrutura dentro da Alpha, a companhia busca demonstrar que o método consegue ser adaptado para diferentes negócios sem depender exclusivamente do ambiente em que foi criado.
“Se aquilo só funciona dentro da Alpha, não existe método. O teste real acontece quando a estrutura entra em outra operação, encontra uma realidade diferente e ainda consegue organizar o crescimento”, conclui Lacerda.
Sobre a Assessoria Alpha
A Assessoria Alpha é a maior agência de marketing para restaurantes da América Latina, segundo a empresa, fundada por Athos Vilarins e Gustavo de Oliveira, e já atendeu mais de 1.500 restaurantes. Mais informações em assessorialpha.com e no Instagram.