outubro 20, 2026

Presença das mulheres avança nas fintechs, mas ainda é minoria nos cargos de liderança

Segunda edição do levantamento Women in Fintech foi realizada pelo escritório Silva Lopes Advogados

A participação feminina vem crescendo no mercado de fintechs, mas o avanço ainda não se traduz em presença proporcional nos cargos de liderança. As mulheres ocupam atualmente apenas 20,4% das posições analisadas no setor, conforme a segunda edição da pesquisa Women in Fintech, realizada pelo Silva Lopes Advogados, escritório especializado em fintechs e empresas de tecnologia financeira.

Na comparação com 2025, a presença feminina aumentou entre instituições de pagamento (IP), sociedades de crédito direto (SCD) e sociedades de empréstimo entre pessoas (SEP). O percentual de instituições com ao menos uma mulher em posição de liderança passou de 38,8% para 45,2%. Em números absolutos, são 155 das 343 instituições analisadas em 2026, contra 135 de 348 no ano anterior.

No entanto, a participação feminina ainda diminui conforme aumenta o nível hierárquico: elas representam 23,5% dos integrantes de conselhos, 20,8% das diretorias, 11% das vice-presidências e 11,4% das presidências. Na área de tecnologia, a diferença é ainda mais acentuada: são apenas seis mulheres entre 72 posições de diretoria, o equivalente a 8,3%.

O cenário também apresenta diferenças regionais. São Paulo concentra o maior número de instituições analisadas, com 746, mas registra participação feminina de 18,7% nas posições avaliadas. No Rio Grande do Sul, são 159 instituições e 22% de participação feminina; em Minas Gerais, 21,2%; e em Santa Catarina, 20,9%.

Para Daniela Froener, do Silva Lopes Advogados, os resultados mostram que o avanço da presença feminina precisa ser acompanhado por maior participação nas decisões. “Os números mostram que estamos avançando, mas também deixam claro que presença não significa necessariamente protagonismo. O desafio agora é ampliar o espaço das mulheres nas decisões estratégicas e nos postos de maior influência do mercado.”

Divulgada recentemente, a pesquisa também revela que 59,8% das entrevistadas apontam o ambiente ainda predominantemente masculino como uma das principais barreiras à carreira, seguido pela cultura organizacional (52%) e pelas responsabilidades relacionadas à maternidade e à família (41,2%).

Sobre o Women in Fintech

Criado pelo Silva Lopes Advogados, o Women in Fintech teve a sua primeira edição em 2025 com o objetivo de conectar mulheres que atuam nos setores de fintechs, pagamentos, tecnologia e serviços financeiros. A iniciativa passou a promover encontros trimestrais e, em 2026, ampliou a discussão: além de mapear a presença feminina, a pesquisa busca entender quanto espaço as mulheres efetivamente ocupam para influenciar, decidir e liderar.

A edição 2026 da pesquisa ouviu 102 mulheres entre 30 de julho e 30 de agosto, por meio de questionário online e presencial durante o Febraban Tech 2026, além de utilizar dados públicos do Banco Central.

A pesquisa pode ser acessada em: https://materiais.silvalopes.adv.br/da-presenca-ao-protagonismo

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