A inteligência artificial está avançando para uma nova etapa dos processos seletivos: além de triar currículos, ferramentas automatizadas já começam a conduzir entrevistas de emprego. Empresas como Gupy, DigAÍ, InHire e SGF Global defendem ganhos de escala e eficiência com o uso da tecnologia, enquanto candidatos questionam a capacidade das máquinas de avaliar aspectos mais subjetivos e pedem maior contato humano ao longo da seleção.
O movimento amplia uma discussão importante para as áreas de Recursos Humanos: até que ponto a automação pode avançar sem comprometer a experiência do candidato, a percepção de justiça no processo seletivo e a qualidade das contratações?
Segundo a ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo), o debate envolve temas como:
- os limites do uso de IA em entrevistas de emprego;
- quais etapas do recrutamento podem ser automatizadas e quais ainda exigem interação humana;
- os impactos da tecnologia na experiência e na confiança dos candidatos;
- os riscos de vieses e avaliações pouco transparentes;
- como equilibrar escala e eficiência com processos seletivos mais humanizados;
- os cuidados que as áreas de RH devem adotar ao implementar ferramentas de IA em recrutamento e seleção.
Sobre a ABRH-SP
A Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional São Paulo (ABRH-SP) é uma instituição sem fins lucrativos que se destaca como referência em gestão de pessoas no Brasil. Fundada há mais de 55 anos, reúne a expertise de profissionais e empresas que buscam excelência na área, com mais de 3 mil associados e mais de 100 eventos ao ano.