Cidade registrou 7.861 novos CNPJs no primeiro trimestre de 2026 e especialistas destacam o planejamento tributário como aliado para sustentar esse crescimento.
São José dos Campos vive um ciclo de expansão econômica que tem impulsionado tanto o mercado imobiliário quanto a abertura de novas empresas. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o município registrou 7.861 novos CNPJs, crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Observatório do Trabalho da Prefeitura, com base em informações da Receita Federal.
O avanço também tem aumentado a procura por planejamento tributário na cidade, especialmente entre empresários que estão ampliando suas operações. Para Fabinho Nascimento, contador e CEO do Grupo FN, hub de soluções empresariais que atua em contabilidade consultiva e planejamento tributário, o momento exige que o crescimento das empresas seja acompanhado por decisões estratégicas na área fiscal.
Segundo ele, muitos negócios ampliam faturamento, contratam equipes e investem em novas estruturas sem revisar o modelo tributário adotado. “O planejamento tributário deixou de ser uma ferramenta utilizada apenas por grandes empresas. Hoje, qualquer negócio em expansão precisa avaliar se o regime tributário continua adequado à sua realidade, pois quando isso não acontece, o empresário pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, reduzir sua margem de lucro pagando mais impostos do que deveria”, explica.
Crescimento econômico aumenta a complexidade da gestão
Em abril deste ano, São José dos Campos assumiu a liderança nacional em desburocratização para abertura de empresas, segundo ranking do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei). O resultado reforça o ambiente favorável aos investimentos, mas também amplia a necessidade de organização financeira e tributária para acompanhar o ritmo de crescimento.
Na avaliação do contador, o erro mais comum é acreditar que o planejamento realizado na abertura da empresa será suficiente durante toda a trajetória do negócio. “Uma empresa muda de tamanho, de faturamento, de estrutura e até de modelo de atuação ao longo do tempo. O que fazia sentido no início muitas vezes deixa de ser a opção mais eficiente alguns anos depois. Por isso, a revisão tributária precisa fazer parte da rotina da empresa.”
Empresas ainda desperdiçam recursos por falta de revisão tributária
É comum encontrar empresas pagando tributos acima do necessário por nunca terem revisado seu enquadramento fiscal ou sua estrutura societária. Outro problema recorrente é a falta de separação entre finanças pessoais e empresariais, além da ausência de indicadores que permitam acompanhar custos, margem de lucro e fluxo de caixa. “Crescer sem planejamento financeiro é como acelerar um carro sem acompanhar o painel”, compara.
Contabilidade consultiva ganha espaço entre empresas em expansão
Para o CEO, a contabilidade também passou por transformação: hoje, mais do que atender obrigações fiscais, ela se tornou ferramenta de apoio à tomada de decisão. “A contabilidade consultiva permite que o empresário compreenda melhor seus números e identifique oportunidades de economia tributária dentro da legislação. O contador deixa de atuar apenas depois dos fatos e passa a participar das decisões que impactam diretamente o crescimento da empresa.”
“O empresário não controla a economia, mas pode controlar a forma como administra o próprio negócio”, conclui Fabinho Nascimento.