outubro 20, 2026

Split payment deve apertar o caixa das empresas, e Swap aposta em cartão garantido por recebíveis

Jonas Barros, gerente de Portfólio e Soluções da Swap

Jonas Barros, gerente de Portfólio e Soluções da Swap, explica como o produto usa as vendas no cartão para financiar as despesas do lojista

Com a implementação gradual do split payment, previsto na reforma tributária a partir do segundo semestre de 2027, o recolhimento do imposto no momento da venda deve apertar o caixa das empresas e ampliar a demanda por crédito B2B. Como os cartões ficam fora da primeira fase, as vendas nesse meio de pagamento ganham peso como garantia, o que favorece soluções como o Cartão de Recebíveis da Swap, um cartão pós-pago com limite garantido pelos recebíveis que a empresa já gera nas maquininhas.

Lançado em agosto, o produto já tem clientes com pilotos marcados para dezembro. Para Jonas Barros, gerente de Portfólio e Soluções da Swap, a pressão sobre o caixa não começa com a reforma. “Os recebíveis já estão sendo antecipados para gerar capital de giro. Isso já está acontecendo, e o split payment, quando vier, vai aumentar ainda mais essa demanda”, afirma.

Um sinal disso, segundo o executivo, é o avanço da antecipação de recebíveis de cartão, que cresceu 43% em 2025, de R$ 428 bilhões para R$ 614 bilhões, mesmo com taxas que costumam ficar entre 2% e 3%. “O Cartão de Recebíveis é o meio que a gente desenhou para ajudar a trazer esse capital de giro com um crédito muito mais barato para quem está precisando dele”, diz.

Na prática, o produto considera recebíveis com liquidação prevista para até 25 dias. “Se ele fez uma venda que só receberia daqui a 25 dias, essa venda já está virando limite no cartão dele hoje”, explica Barros. Quando o recebível é liquidado, o dinheiro paga a fatura automaticamente. Segundo a Swap, o modelo pode sair mais barato que a antecipação tradicional e, em determinadas condições, chegar a custo zero para o lojista, já que a remuneração vem da taxa cobrada nas compras feitas com o cartão.

O cartão é oferecido por subadquirentes, softwares de gestão, ERPs e plataformas de ponto de venda, com a marca de cada parceiro, sobre a infraestrutura da Swap. Como o crédito já nasce garantido, o parceiro não precisa financiar o limite. “Esse crédito é autofinanciado pelos próprios recebíveis daquele estabelecimento. O recebível já é a garantia de que aquela fatura nasce paga”, afirma o executivo.

A inclusão dos cartões no split ainda não tem regra nem data. Até lá, os recebíveis de cartão seguem fora da retenção do imposto, o que abre uma janela para que o varejo reorganize o caixa antes que a mudança entre em vigor.

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